Os corpos de Fabiana de Fátima Nogueira, de 47 anos, e Ieda Aparecida Simplício, de 62, foram encontrados enterrados na tarde de sábado (18), em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente, no litoral de São Paulo.
O casal estava desaparecido desde o dia 9 de julho, quando saiu de um encontro com amigos e familiares, em Praia Grande, informando que iria “resolver algumas coisas”.
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Os corpos estavam em uma cova e em estado de decomposição. Familiares fizeram o reconhecimento após a Polícia Militar ser acionada para atender uma ocorrência de encontro de cadáver.
Durante as escavações, equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros também localizaram parte de um crânio humano. A perícia investiga se o material tem relação com o caso ou se pertence a outra vítima.
O desaparecimento chamou a atenção no dia 10 de julho, quando Fabiana e Ieda não compareceram ao trabalho com entregas por aplicativo. Sem conseguir contato e com os celulares desligados, familiares iniciaram buscas e procuraram as autoridades.
Ao g1, Luana Thais Faria, irmã de Fabiana, afirmou que acompanhou os últimos momentos do casal antes do desaparecimento. Segundo ela, após passarem parte da noite na casa de uma amiga, as duas mulheres disseram que sairiam para “resolver algumas coisas”, sem informar o destino.
Ainda de acordo com Luana, as últimas mensagens recebidas pelas vítimas foram registradas às 23h37. Depois disso, os celulares deixaram de receber ligações. Testemunhas relataram à família que viram o casal pela última vez no bairro Samaritá, em São Vicente.
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Carro foi encontrado antes dos corpos
Dois dias após o desaparecimento, o carro do casal, um Renault Kwid branco, foi localizado abandonado e aberto nas proximidades do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande, a cerca de 7,7 quilômetros do local onde os corpos foram encontrados.
Conforme relato de Luana ao g1, dentro do veículo estavam documentos pessoais, bolsas, chaves e o celular de uma das vítimas. O outro aparelho não foi localizado.
A Polícia Civil investiga por que o automóvel foi deixado em um ponto diferente daquele onde os corpos foram enterrados e busca esclarecer a dinâmica do crime.
A constatação das causas das mortes ainda dependem dos exames periciais, que devem indicar se as vítimas morreram de forma violenta e há quanto tempo estavam no local.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para identificar a autoria e a motivação do crime. Até o momento, ninguém foi preso.
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