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Série mapeia terreiros de Candomblé de 5 estados

Produção exibida gratuitamente no Globoplay e no Canal Futura constrói um painel poético, ancestral e político através da história do Candomblé e da vida e do legado de diferentes sacerdotes
Registro feito no Terreiro de Mãe Aninha para a série "Àgbára Dúdú – Narrativas Negras".

Registro feito no Terreiro de Mãe Aninha para a série "Àgbára Dúdú – Narrativas Negras".

— Divulgação/Hans Herold

26 de julho de 2026

A segunda temporada da série documental “Àgbára Dúdú – Narrativas Negras” estreia no dia 28 de julho, às 22h30, com exibição gratuita na Globoplay e no Canal Futura. Ambientada dentro dos terreiros e construída pelo povo de axé, a produção busca expandir o conhecimento sobre a pluralidade do Candomblé e suas manifestações na cultura afro-brasileira.

A partir da trajetória de líderes negros e suas comunidades, a série reflete sobre memória, história, identidade, ancestralidade, saberes, combate ao racismo, diversidade, religiosidade, arte e cultura negra.

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A direção e o roteiro são de Silvana Moura. A direção de fotografia é de Hans Herold. A produção-executiva é de Sylvia Abreu, da produtora Truque. A trilha sonora é de André T.

As gravações ocorreram em 14 terreiros distribuídos por cinco estados: Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe. A produção percorreu dez cidades: Cachoeira, Salvador, Vera Cruz (Ilha de Itaparica), Lençóis, Olinda, Recife, Rio de Janeiro, São Luís, São João do Meriti e Nova Iguaçu.

Leia mais: Documentário celebra culinária sagrada do candomblé

Os 13 episódios da nova temporada apresentam relatos de sabedoria ancestral e histórias de luta e ativismo. Participam da série Pai Reginaldo Flores (Ilê Axé Opô Osogunlade), Mãe Beata de Yemanjá, Mãe Kabeca (Casa Fanti-Ashanti), Mestre Getúlio, Mestre Damaré, Sandoval, Dona Dinha, Dona Valdelice (Jarê da Chapada Diamantina), Mãe Vania (Kale Bokun), Mãe Valnízia do Cobre, Nengwa Vulasese (Nzo Onimboyá), Comunidade do Ilê Agboulá, Pai Ivo do Xambá, Mãe Aninha de Xangô e Pai Manoel Papai (Sítio do Pai Adão).

A diretora Silvana Moura, que também é equede, afirmou que trabalhar com equipe e comunidade do Candomblé reforçou a importância da comunhão para pensar o Brasil.

“É impossível pensar o Brasil sem a presença negra e foi dentro das comunidades-terreiros que valores, saberes, crenças e costumes foram preservados. Os terreiros são espaços de acolhimento, de amor e são fundamentais na formação da cultura e da identidade brasileira”, afirmou.

A produção estreou em novembro de 2020 no Canal Futura como parte da programação do Dia da Consciência Negra. O projeto é resultado de pesquisa e inscrições em editais, com pré-produção iniciada em 2015.

Novos episódios da série serão lançados semanalmente, às terças-feiras.

Leia mais: Salvador lança roteiro turístico das comunidades de terreiros

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