Após um incêndio em um trem da Linha 12-Safira interromper a circulação de três linhas nesta quinta-feira (23), o diretor-presidente da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirmou que a operação das linhas deve retornar para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por 90 dias.
A ocorrência, que também afetou as linhas 11-Coral e 13-Jade, ocorreu no terceiro dia da operação definitiva da concessionária Trivia Trens após a privatização das linhas pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em março de 2025, e obrigou os passageiros a deixarem os vagões e caminharem pelos trilhos até as estações mais próximas.
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De acordo com informações do g1, o objetivo no período de 90 dias é apurar a causa das falhas e replanejar a operação para evitar novos transtornos aos passageiros, além de apurar a responsabilidade da empresa.
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Entenda o que aconteceu
Vídeos gravados por passageiros mostram o momento em que uma explosão é ouvida dentro do trem, seguida pelo surgimento de chamas na parte externa da composição.
As imagens registram que, em alguns casos, o desembarque foi realizado somente por policiais militares, sem o auxílio da empresa.
A Trivia informou que o incêndio ocorreu por volta das 5h40, na altura da Rua Bresser, na região central da capital paulista. À imprensa, a empresa afirmou que a ocorrência provocou uma interrupção no fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto.

Com a interrupção, a Linha 11-Coral passou a operar parcialmente entre Estudantes e Corinthians-Itaquera. As linhas 12-Safira e 13-Jade tiveram a circulação interrompida, assim como o Serviço Expresso Aeroporto.
A concessionária divulgou que as linhas 11-Coral e 13-Jade tiveram a circulação restabelecida ao longo da manhã. Já a Linha 12-Safira seguia operando parcialmente entre as estações Tatuapé e Calmon Viana no início da tarde.
O Expresso Aeroporto, que liga a capital paulista à Guarulhos, também permaneceu suspenso, e passageiros foram orientados a utilizar alternativas de transporte.
O diretor de operações da empresa, Paulo Ferreira, declarou, também em entrevista à TV Globo, que a suspeita é de que um curto-circuito tenha provocado o incêndio. As subestações de energia das demais linhas foram desligadas automaticamente por segurança.
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