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Chacina da Gamboa: policiais vão a júri popular, mas respondem ao processo em liberdade

Justiça da Bahia acolheu denúncia do Ministério Público e mandou a julgamento os policiais Tárcio Oliveira Nascimento, Thiago Leon Pereira Santos e Lucas dos Anjos Bacelar Dias. Eles são acusados de matarem os jovens Alexandre Santos dos Reis, Cléverson Guimarães Cruz e Patrick Sousa Sapucaia ocorreram durante festa na comunidade, em 2022.
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23 de julho de 2026

Os três policiais militares acusados de matar três jovens na comunidade da Gamboa de Baixo, em Salvador, serão julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão é do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, que pronunciou os réus por entender que há provas suficientes da materialidade dos crimes e indícios de autoria.

Os acusados são os policiais militares Tárcio Oliveira Nascimento, Thiago Leon Pereira Santos e Lucas dos Anjos Bacelar Dias. Eles responderão por três homicídios qualificados, cometidos contra Alexandre Santos dos Reis, Cléverson Guimarães Cruz e Patrick Sousa Sapucaia, mortos na madrugada de 1º de março de 2022, durante uma ação policial na comunidade.

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Leia também: Veja as provas que contradizem PMs réus por matar três jovens em Salvador

Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia, apresentada em conjunto pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e pela 2ª Promotoria de Justiça do Júri da Capital, os três jovens foram atingidos por disparos de arma de fogo sem que houvesse confronto armado. As vítimas, de acordo com a acusação, participavam de uma festa na comunidade quando foram abordadas pelos policiais.

Na decisão, o magistrado reconheceu que as provas colhidas ao longo do processo trazem versões opostas sobre o que aconteceu naquela madrugada. Os policiais alegam ter agido em legítima defesa, afirmando que houve troca de tiros. Já as testemunhas ouvidas em juízo negaram qualquer confronto e disseram que as vítimas estavam desarmadas. Caberá agora ao Conselho de Sentença do júri avaliar as provas e decidir sobre a responsabilidade criminal dos três PMs.

O juiz manteve as qualificadoras pedidas pelo Ministério Público: motivo torpe, perigo comum e uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

Mais sobre o caso da Gamboa: Uma das armas atribuídas a jovem morto em comunidade era de PM

A decisão também destaca que o crime ocorreu em uma área residencial e movimentada, durante um momento de festa na comunidade, o que teria colocado outras pessoas em risco. Elementos periciais e depoimentos de testemunhas ainda serão levados à apreciação dos jurados.

Os três policiais militares vão responder à ação penal em liberdade até a realização do julgamento. O Geosp e a 2ª Promotoria de Justiça do Júri da Capital continuam acompanhando o caso até que ele seja levado ao Tribunal do Júri.

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