A Copa Africana de Nações Feminina (WAFCON) de 2026 começou neste domingo (26), no Marrocos, com a maior edição da história do torneio. Pela primeira vez, a competição reúne 16 seleções em busca do título continental, de uma premiação recorde e da classificação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
A competição ocorre após um adiamento. Inicialmente prevista para março, a Confederação Africana de Futebol (CAF) transferiu o início do torneio para julho por razões que classificou como circunstâncias imprevistas. Agora, o campeonato segue até 16 de agosto, quando ocorre a decisão em Rabat.
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Ao todo, serão disputadas 34 partidas em cinco estádios distribuídos entre Rabat e Casablanca. O formato mantém quatro grupos com quatro seleções cada. As duas primeiras colocadas de cada chave avançam às quartas de final.
Mais do que definir a campeã africana, a competição terá papel decisivo na corrida rumo ao Mundial de 2027. As quatro seleções semifinalistas garantem vaga direta na Copa do Mundo.
As equipes eliminadas nas quartas de final disputarão um mata-mata entre si, que definirá quais países representarão a África na repescagem intercontinental pelas duas vagas restantes destinadas ao continente.
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A edição de 2026 marca também um aumento na premiação financeira. A seleção campeã receberá US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,1 milhões), o dobro do valor pago na edição anterior. A vice-campeã ficará com US$ 750 mil (R$ 3,8 milhões), enquanto cada uma das 16 participantes receberá ao menos US$ 150 mil (R$ 760 mil). No total, a CAF distribuirá US$ 5,8 milhões (R$ 29,3 milhões) em premiações.
Além do crescimento financeiro, o torneio reforça uma tendência recente do futebol africano: a ampliação da estrutura das competições femininas e sua aproximação dos principais eventos organizados pela entidade.
O Marrocos recebe a Copa Africana Feminina pela terceira edição consecutiva. A final está prevista para o Estádio Olímpico de Rabat, em 16 de agosto.
Nigéria lidera favoritos
As 16 seleções foram distribuídas em quatro grupos. No Grupo A estão Marrocos, Argélia, Senegal e Quênia. O Grupo B reúne África do Sul, Costa do Marfim, Burkina Faso e Tanzânia. O Grupo C conta com Nigéria, Zâmbia, Egito e Malawi. Já o Grupo D é formado por Gana, Camarões, Mali e Cabo Verde.
Entre os confrontos da primeira fase estão Marrocos x Argélia, África do Sul x Costa do Marfim, Nigéria x Zâmbia, Gana x Camarões e Nigéria x Egito, partidas que colocam frente a frente seleções apontadas entre as candidatas ao título.
A Nigéria chega como atual campeã e maior vencedora da história da competição. As Super Falcons buscam o 11º título continental e contam com nomes como a goleira Chiamaka Nnadozie, eleita três vezes a melhor da África na posição, além da capitã Rasheedat Ajibade.
O Marrocos também aparece entre os principais candidatos após alcançar as finais das duas últimas edições. A seleção marroquina é comandada pelo técnico espanhol Jorge Vilda, campeão da Copa do Mundo Feminina de 2023 com a Espanha.
A África do Sul, campeã em 2022 sob o comando de Desiree Ellis, inicia a competição entre as favoritas. Gana e Zâmbia também aparecem entre as seleções que podem disputar o título, com destaque para a atacante Barbra Banda, um dos principais nomes do futebol africano.
A abertura do torneio teve os confrontos entre Argélia e Senegal, num placar favorável aos argelinos de 2 a 0, e Marrocos e Quênia, com os quenianos recebendo uma goleada de 4 a 0 dos marroquinos.
A fase de grupos segue até 6 de agosto. As quartas de final começam em 8 de agosto, as semifinais ocorrem em 12 de agosto e a decisão será disputada em 16 de agosto.
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