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Justiça cobra medidas urgentes para combater desnutrição de indígenas em MG

Decisão exige ações como ampliar o atendimento à saúde e garantir água potável

27 de julho de 2026

A Justiça Federal determinou, nesta segunda-feira (27), que a União e o Governo de Minas Gerais adotem providências imediatas para conter a crise sanitária que atinge o povo indígena Tikmũ’ũn Maxakali. 

A decisão também obriga a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e os municípios de Bertópolis, Ladainha, Santa Helena de Minas e Teófilo Otoni a implementar ações emergenciais organizadas. 

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Entre as medidas determinadas estão a reestruturação do sistema de saúde indígena, a garantia de abastecimento de água potável, o combate à desnutrição e a proteção da etnia contra a violência e o racismo institucional. 

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Segundo o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, a taxa de mortalidade infantil entre os Maxakali é de 66,7 óbitos por mil nascidos vivos. Para a população não indígena da mesma região, o índice é de 17,5. 

O órgão ainda aponta que crianças indígenas de um a quatro anos têm 30 vezes mais risco de morrer, contexto impulsionado por causas evitáveis, como diarreias, infecções e desnutrição grave. 

A Justiça entendeu que a inatividade do Estado resulta em riscos concretos de mortes evitáveis, especialmente na primeira e segunda infância. A sentença destaca a necessidade de uma intervenção estruturada de caráter intersetorial e interfederativo. 

Os réus devem, no prazo de 30 dias, constituir um comitê gestor intersetorial com representantes de saúde e assistência social de todos os entes, sob a coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). 

Ainda deverão, em 60 dias, criar um plano de ação unificado que estabeleça metas de redução de morbidade e mortalidade infantil, medidas de segurança alimentar e indicadores de monitoramento para o território. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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