A Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo dá início ao Projeto Identidades nesta quinta-feira (31), das 9h às 12h, no Colégio Estadual Carlos Marighella, no Stiep, em Salvador. A estreia será marcada pela roda de conversa “Julho das Pretas: por Reparação e Bem viver”, seguida de uma oficina de escrita criativa.
A atividade contará com a participação da cantora e comunicadora Rebeca Tárique, da poeta de literatura marginal Negra Winnie, da Deusa do Ilê 2023, Dalila Oliveira, e da estudante Beatriz Rocha Pinho, do próprio colégio. A proposta é criar um espaço de escuta, afeto e reflexão sobre identidade, liberdade, representatividade e o papel da juventude negra na construção de um futuro mais justo.
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Essa é a primeira ação de uma jornada de atividades itinerantes, que visam envolver estudantes de Salvador e Região Metropolitana em rodas de conversas e oficinas, com foco no fortalecimento do pertencimento étnico-racial, da valorização da cultura afro-brasileira e indígena, e da promoção de uma educação antirracista.
Lei do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena
As atividades do Projeto Identidades estão alinhadas com a Lei nº 11.645, de 2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas instituições de ensino, utilizando a arte e a literatura como ferramentas de diálogo, identidade e transformação.
Para ampliar sua rede de alcance, o Quero Ver o Momo abriu uma chamada pública para escolas interessadas em envolver seus estudantes a partir do 8º ano do ensino fundamental nas atividades itinerantes.
As instituições selecionadas participarão da programação a partir de setembro de 2025. O formulário de inscrição está disponível no perfil oficial da associação no Instagram.