Nesta sexta-feira (3), o parlamento do Chade aprovou uma mudança constitucional que estende os mandatos presidenciais de cinco para sete anos e sem limites para reeleições.
A emenda foi apoiada por 236 votos dos 257 membros das duas câmaras parlamentares. A votação foi antecipada em relação à data originalmente prevista de 13 de outubro. Não houve votos contra a proposta.
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De acordo com a constituição atual, os mandatos presidenciais no Chade são de cinco anos e renováveis apenas uma vez. A introdução do novo mandato, mais longo, só entrará em vigor a partir da próxima eleição presidencial.
Membros da oposição, do partido Agrupamento Nacional dos Democratas Chadianos – O Despertar, abandonaram o parlamento pouco antes da votação, segundo informações da agência francesa AFP.
O ex-primeiro-ministro Albert Pahimi Padacke, membro do partido, disse em uma carta dirigida aos legisladores antes da votação que a emenda era “inconstitucional e autoritária”.
Atual presidente assumiu o cargo em maio
O atual presidente chadiano, Mahamat Idriss Deby Itno, de 41 anos, foi proclamado presidente de transição pelos generais do Exército do Chade em 2021, depois que seu pai, Idriss Deby Itno, que governou o país por 30 anos, foi morto em um tiroteio com rebeldes.
O novo presidente prometeu uma transição de 18 meses para a democracia, mas o período foi prolongado por dois anos.

Após a aprovação de uma nova constituição em um referendo em dezembro de 2023, Deby foi eleito presidente em maio de 2024. A votação foi considerada controversa por observadores internacionais.