Os líderes da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) elegeram neste domingo (22), durante a 67ª reunião de cúpula de chefes de Estado do grupo, o presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, como o novo líder do bloco — que completa 50 anos em 2025. A mudança ocorre em um momento em que a região enfrenta crescentes distúrbios, levantes militares e um comércio regional enfraquecido.
O presidente serra-leonês assumiu a presidência rotativa da Cedeao no lugar do presidente da Nigéria, Bola Tinubu, durante a cúpula realizada na capital nigeriana, Abuja.
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Os líderes da Cedeao se reuniram para a reunião, enquanto jihadistas, explorando as relações tensas entre os países da região, ganham terreno no Sahel e na região do lago Chade. Esses grupos intensificaram recentemente ofensivas na região, realizando ataques letais no Mali, incursões nas principais cidades do Burkina Faso e perdas ao Exército do Níger.
Nas últimas semanas, a Nigéria, que recebe a cúpula, também testemunhou um aumento nos ataques, visando aldeões e bases militares. Em seu discurso, o agora ex-presidente da organização Tinubu, citou as questões, apontando “desafios graves e consistentes que continuam a impedir nossas aspirações”.

A Cedeao está em crise na região em meio aos recentes levantes militares em países como Mali, Burkina Faso e Níger. Esses países têm mudado o tom de suas relações com a França — que colonizou a maior parte da região — e questionam o papel da organização. O bloco regional chegou a ameaçar oficialmente ações militares contra os novos governos da região, que foram suspensos da organização, elevando ainda mais as tensões e fragilizando os laços regionais.
Criada em 1975, a Cedeao tem como objetivo a integração política e econômica da região, além de influenciar na resolução de conflitos. Atualmente, a Cedeao reúne atualmente 12 membros plenos. São eles: Benim, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.
Conforme o tratado da Cedeao, de 1993, o mandato da presidência do órgão, agora nas mãos do presidente de Serra Leoa, tem duração de um ano.