A Comissão Africana de Energia (AFREC), agência especializada da União Africana (UA), lançou oficialmente uma nova série de Relatórios de Diagnóstico e Planos de Ação Quinquenais. O objetivo é apoiar os Estados-membros da UA e as Comunidades Econômicas Regionais (RECs) a estabelecer ou melhorar seus Sistemas Nacionais e Regionais de Informação Energética (NEIS/REIS).
O programa representa a segunda fase de uma iniciativa da agência e expande o apoio para 16 novos Estados-membros da UA, incluindo Camarões, Chade, Etiópia, Moçambique, Senegal e Tunísia, além de duas RECs.
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Durante o lançamento, o diretor-executivo da AFREC, Rashdi Ali Abdallah enfatizou que dados energéticos confiáveis e harmonizados não são mais uma opção, mas uma necessidade.
“Nenhuma política energética eficaz pode existir sem dados energéticos confiáveis, e nenhuma integração continental pode ter sucesso sem Sistemas de Informação Energética credíveis e harmonizados”, declarou o diretor executivo, segundo comunicado da UA.
Planos oferecem roteiro para reformas e captação de financiamento
Com apoio técnico de um consórcio de consultorias, a AFREC trabalhou com coordenadores nacionais para desenvolver relatórios de diagnóstico e planos de ação específicos para cada país. Os documentos foram validados tecnicamente em Lomé, Togo, em julho de 2025, e foram oficialmente entregues aos governos no encontro de Dacar, entre os dias 17 e 19 de dezembro.
Os relatórios delineiam reformas prioritárias, necessidades de investimento e capacitação para o desenvolvimento de sistemas estatísticos energéticos modernos e confiáveis. Esses sistemas devem ser capazes de apoiar o acesso universal à energia, a industrialização, a segurança energética e uma transição energética justa no continente.
A AFREC se comprometeu a trabalhar com os Estados-membros para mobilizar financiamento e apoio técnico para a implementação dos planos nacionais e regionais. Também foi informado que os relatórios serão apresentados ao Comitê Técnico Especializado da União Africana sobre Transporte e Energia, para reforçar o compromisso político continental.