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RD Congo celebra imunização de mais de 7 milhões de pessoas contra a cólera

Presidente Félix Tshisekedi destaca vacinação como principal avanço na luta contra a doença, apesar de surto em seis províncias
Uma profissional de saúde administra uma dose da vacina contra a cólera durante o lançamento da campanha de imunização de pessoas em áreas afetadas.

Uma profissional de saúde administra uma dose da vacina contra a cólera durante o lançamento da campanha de imunização de pessoas em áreas afetadas.

— Jekesai Njikizana/AFP

5 de junho de 2025

O presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, destacou nesta quarta-feira (4) o avanço na imunização contra a cólera no país, que já alcançou mais de 7  milhões de pessoas desde 2017. 

O anúncio foi feito durante reunião virtual com chefes de Estado e de governo africanos, organizada pelo presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, em colaboração com o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África).

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Tshisekedi apontou a vacinação em larga escala como o principal instrumento na luta contra a cólera, que continua a afetar diversos países africanos. Para o presidente, a imunização sistemática reforça a capacidade do país em conter surtos recorrentes e reduzir a letalidade da doença.

Mobilização internacional e apelo por financiamento

O presidente da Zâmbia convidou os países participantes — entre eles Maláui, Moçambique, Tanzânia, Quênia, Etiópia, Nigéria e Somália — a fortalecerem a coordenação regional no enfrentamento à cólera e a investirem em um financiamento sólido e contínuo. Entre as prioridades, destacou a necessidade de ampliar a produção local de vacinas e melhorar o acesso das populações vulneráveis à imunização.

Félix Tshisekedi reforçou o compromisso da RDC com a vacinação e ressaltou que a experiência congolense demonstra a importância de campanhas preventivas para evitar crises sanitárias de maior escala.

Epidemia atual de cólera impõe novos desafios

Apesar dos avanços com a vacinação, o ministro da Saúde da RDC, Samuel Roger Kamba, declarou oficialmente, no dia 8 de maio, a existência de uma nova epidemia de cólera em seis províncias: Haut-Katanga, Tanganyika, Sud-Kivu, Nord-Kivu, Tshopo e Kongo Central.

Desde o início de 2025, foram notificados mais de 18.385 casos e 364 mortes, com taxa de letalidade de 2%, superior ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As autoridades de saúde atribuem o aumento dos casos a fatores como inundações provocadas por chuvas intensas, deslocamentos populacionais forçados pela violência armada e circulação transfronteiriça, especialmente com Zâmbia e Angola.

Governo reforça apelo por medidas preventivas

Diante da nova epidemia, o governo congolês intensificou campanhas de conscientização sobre a importância das medidas de higiene, como o uso regular de água potável, lavagem frequente das mãos e preparo adequado dos alimentos.


O ministro da Saúde destacou que o controle efetivo da cólera depende da conjugação de esforços em vacinação, vigilância epidemiológica e melhoria das condições sanitárias, especialmente nas regiões mais afetadas pela violência e pelo deslocamento forçado de populações.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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