A Copa Africana de Nações (CAN) 2025, principal torneio de futebol do continente, entra na fase semifinal após a classificação de Nigéria, Senegal, Egito e Marrocos, que disputam as duas vagas na final nesta quarta-feira (14). A Alma Preta reuniu os principais dados, estatísticas e históricos das seleções na reta final do torneio.
Na primeira semifinal, o Senegal, campeão da edição de 2021, enfrenta o Egito, maior vencedor da história da CAN, com sete títulos e em busca de sua décima final, às 14h, na cidade marroquina de Tânger. No outro confronto, a Nigéria, que busca seu quarto título, enfrenta o Marrocos, país-sede que tenta voltar ao topo da África após 50 anos, às 17h, em Rabat. Os vencedores avançam para a final, marcada para domingo (18).
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Senegal e Egito
O confronto será o sexto entre as seleções na Copa Africana de Nações. Nos cinco encontros anteriores, cada equipe venceu duas vezes, além de um empate. Três desses duelos ocorreram na fase de grupos, em 1986, 2000 e 2002. Em 2006, o encontro ocorreu nas semifinais.
O último duelo entre Senegal e Egito na CAN aconteceu na final de 2021, o único que terminou empatado. Após 0 a 0 no tempo normal, o Senegal venceu nos pênaltis por 4 a 2 e conquistou seu primeiro título. Na edição de 2000, o Egito venceu por 1 a 0 na fase de grupos, enquanto em 2002 o Senegal devolveu o placar.
Entre os destaques individuais, o egípcio Mohamed Salah enfrentou o Senegal cinco vezes e ainda não marcou contra os adversários, com uma vitória, um empate e três derrotas. Já o senegalês Sadio Mané também disputou cinco partidas contra o Egito, com um gol, três vitórias, um empate e uma derrota.

O Senegal chega à sua sexta semifinal e marcou gols em todas as cinco vezes anteriores em que alcançou essa fase. A equipe também balançou as redes nos últimos nove jogos. Uma vitória tornaria Pape Thiaw, que comanda os senegaleses, o primeiro técnico a levar o país a duas finais de torneios seniores da CAF.
O Egito, por sua vez, vive sua melhor campanha em um torneio disputado no norte da África, fora do Egito. Salah é o segundo maior artilheiro da história da seleção e soma 11 gols em Copas Africanas. A equipe marcou nove gols nesta edição — três na fase de grupos e seis no mata-mata. A última vez que os egípcios não chegaram à final foi em 1984, quando caíram nos pênaltis diante da Nigéria.

Marrocos e Nigéria
Na outra semifinal, a Nigéria enfrenta o Marrocos, país-sede que busca seu primeiro título desde 1976. Ambas seguem invictas no torneio. A Nigéria venceu os cinco jogos disputados, enquanto o Marrocos soma quatro vitórias e um empate.
Será o 12º confronto entre as equipes, com vantagem marroquina: seis vitórias, contra três da Nigéria, além de dois empates. Pela CAN, este será o sexto duelo e o primeiro em 22 anos. Quatro dos cinco encontros anteriores ocorreram na fase de grupos, em 1976 (dois jogos), 2000 e 2004.
Em 1976, Marrocos venceu os dois jogos por 3 a 1 e 2 a 1, caminho que levou ao seu único título continental.

Finalista da edição anterior, a Nigéria faz uma campanha histórica. A equipe marcou ao menos dois gols em cada um dos cinco jogos, feito alcançado apenas uma vez, em 2000. O trio ofensivo formado por Victor Osimhen, Ademola Lookman e Akor Adams tem sido decisivo. Osimhen soma quatro gols, o maior número de um nigeriano desde Odion Ighalo, em 2019.
O Marrocos volta às semifinais pela primeira vez desde 2004 e soma quatro vitórias nesta edição, seu melhor desempenho em mais de duas décadas. O meia Brahim Díaz marcou em cinco partidas seguidas, enquanto o goleiro Yassine Bounou é o primeiro marroquino a não sofrer gols em quatro jogos de uma edição da CAN. Uma vitória levaria o país à final e faria do Marrocos o segundo anfitrião consecutivo a decidir o título.
Técnicos das seleções semifinalistas são africanos
Os técnicos das quatro semifinais da CAN são todos africanos, pela primeira vez desde 1965. O Marrocos é dirigido por Walid Regragui, enquanto a Nigéria tem o maliano Éric Chelle.
No outro confronto, o Senegal é comandado por Pape Thiaw, sucessor de Aliou Cissé, técnico que liderou a seleção por nove anos e conquistou o título de 2021. O Egito é treinado por Hossam Hassim, que pode se tornar apenas o terceiro na história a vencer o torneio como jogador e treinador.