Na sexta-feira (2), o presidente de gambiano, Adama Barrow, declarou que o país está de luto após um acidente com um navio de imigrantes no país que deixou pelo menos sete pessoas mortas na costa da Gâmbia. A embarcação levava mais de 200 pessoas, mas até agora apenas 102 foram resgatadas, além dos sete corpos encontrados.
Segundo informações da agência francesa AFP, a Marinha da Gâmbia iniciou a busca por sobreviventes envolvendo várias embarcações e um barco de pesca. A embarcação acidentada foi encontrada mais tarde em um banco de areia.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
“Em nome do governo e do povo da Gâmbia, apresento minhas sinceras condolências às famílias enlutadas e a todos aqueles afetados por essa tragédia desoladora. […] Asseguro a cada pai, parente e ente querido que espera ansiosamente por mais notícias que vocês não estão sozinhos nesta aflição. A nação sofre com vocês”, disse o presidente no pronunciamento.
Barrow prometeu fornecer atualizações sobre as identidades daqueles que perderam a vida, alguns dos quais não eram cidadãos gambianos. Além disso, o mandatário prometeu uma “investigação abrangente” sobre as causas da tragédia.
Milhares de pessoas, a maioria jovens, tentaram chegar à Europa a partir da África Ocidental, principalmente via Ilhas Canárias, na Espanha. Essa tentativa costuma envolver barcos superlotados e frequentemente em más condições, devido a restrições de vistos e maior segurança nas fronteiras.
Com o aumento de patrulhas marítimas por países como Senegal, Mauritânia e Marrocos, essas embarcações de imigrantes foram forçadas a partir de locais mais ao sul, notadamente da Gâmbia e da Guiné. Essa mudança aumenta tanto o trajeto quanto os riscos da travessia.
Em seu discurso, o presidente gambiano enfatizou que a tragédia foi um “lembrete doloroso da natureza perigosa e mortal da imigração irregular”.
“Certamente, nenhum sonho, jornada ou promessa vale a perda de uma única vida no mar”, disse.