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‘A nação sofre com vocês’: Gâmbia vive luto após tragédia com navio de imigrantes, diz presidente

O presidente de Gâmbia, Adama Barrow, durante a 64ª reunião de cúpula de chefes de Estado da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), em Abuja, na Nigéria, 10 de dezembro de 2023

— Kola Sulaimon/AFP

4 de janeiro de 2026

Na sexta-feira (2), o presidente de gambiano, Adama Barrow, declarou que o país está de luto após um acidente com um navio de imigrantes no país que deixou pelo menos sete pessoas mortas na costa da Gâmbia. A embarcação levava mais de 200 pessoas, mas até agora apenas 102 foram resgatadas, além dos sete corpos encontrados.

Segundo informações da agência francesa AFP, a Marinha da Gâmbia iniciou a busca por sobreviventes envolvendo várias embarcações e um barco de pesca. A embarcação acidentada foi encontrada mais tarde em um banco de areia.

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“Em nome do governo e do povo da Gâmbia, apresento minhas sinceras condolências às famílias enlutadas e a todos aqueles afetados por essa tragédia desoladora. […] Asseguro a cada pai, parente e ente querido que espera ansiosamente por mais notícias que vocês não estão sozinhos nesta aflição. A nação sofre com vocês”, disse o presidente no pronunciamento.

Barrow prometeu fornecer atualizações sobre as identidades daqueles que perderam a vida, alguns dos quais não eram cidadãos gambianos. Além disso, o mandatário prometeu uma “investigação abrangente” sobre as causas da tragédia.

Milhares de pessoas, a maioria jovens, tentaram chegar à Europa a partir da África Ocidental, principalmente via Ilhas Canárias, na Espanha. Essa tentativa costuma envolver barcos superlotados e frequentemente em más condições, devido a restrições de vistos e maior segurança nas fronteiras.

Com o aumento de patrulhas marítimas por países como Senegal, Mauritânia e Marrocos, essas embarcações de imigrantes foram forçadas a partir de locais mais ao sul, notadamente da Gâmbia e da Guiné. Essa mudança aumenta tanto o trajeto quanto os riscos da travessia.

Em seu discurso, o presidente gambiano enfatizou que a tragédia foi um “lembrete doloroso da natureza perigosa e mortal da imigração irregular”.

“Certamente, nenhum sonho, jornada ou promessa vale a perda de uma única vida no mar”, disse.

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