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Líder militar, presidente da Guiné toma posse em cerimônia com chefes de Estado

Apesar de problemas, eleição foi vista pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) como um passo na direção da restauração da ordem constitucional no país
Um pedestre caminha em frente a uma propaganda política eleitoral do presidente e candidato, Mamady Doumbouya, durante o último dia da campanha presidencial na Guiné, Conacri,28 de dezembro de 2025

Um pedestre caminha em frente a uma propaganda política eleitoral do presidente e candidato, Mamady Doumbouya, durante o último dia da campanha presidencial na Guiné, Conacri,28 de dezembro de 2025

— Patrick Meinhardt/AFP

18 de janeiro de 2026

No sábado (17), o líder do governo militar da Guiné, Mamady Doumbouya, tomou posse como presidente diante de dezenas de milhares de apoiadores, além dos chefes de Estado de Gâmbia, Mali, Ruanda e Senegal, após vencer as eleições presidenciais realizadas em dezembro do ano passado.

Segundo informações da agência de notícias francesa AFP, Doumbouya jurou defender a constituição durante a cerimônia, vestindo traje tradicional no Estádio General Lansana Conté, nos arredores da capital, Conacri.

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A Suprema Corte do país da África Ocidental validou sua vitória no dia 4 de janeiro, apontando o triunfo de Doumbouya com 86,7% dos votos.

As eleições foram acompanhadas por observadores da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao). Em relatório preliminar, publicado em 30 de dezembro, o órgão avaliou de forma positiva o processo eleitoral, destacando o esforço para “restaurar a ordem constitucional” no país.

Apesar disso, a Cedeao reconheceu que, por diversas razões, os principais candidatos da oposição foram excluídos da eleição, como o ex-primeiro-ministro Cellou Dalein Diallo, o ex-presidente Alpha Condé e o ex-premiê Sidya Touré.

O presidente da Guiné e candidato presidencial Mamady Doumbouya (CR) chegando para votar em uma seção eleitoral em Conacri, em 28 de dezembro de 2025, durante a eleição presidencial da Guiné.
O presidente da Guiné e candidato presidencial Mamady Doumbouya (CR) chegando para votar em uma seção eleitoral em Conacri, em 28 de dezembro de 2025, durante a eleição presidencial da Guiné. (Foto: Patrick Meinhardt/AFP)

Em setembro de 2025, uma nova Constituição foi aprovada em referendo no país, permitindo que integrantes do governo militar disputassem cargos públicos. Com o novo texto constitucional — que ampliou o mandato presidencial de cinco para sete anos, com direito a uma reeleição —, Doumbouya pôde se candidatar.

Em setembro de 2021, o agora presidente eleito liderou um golpe militar que derrubou Alpha Condé, primeiro presidente eleito democraticamente da Guiné. Ao longo do governo de Doumbouya, houve denúncias de repressão a liberdades civis, prisão e exílio de opositores.

Com uma população de cerca de 14 milhões de pessoas, das quais 85% são muçulmanas, a Guiné conquistou sua independência da França em 1958. Banhada pelo oceano Atlântico, o país da África Ocidental faz fronteiras com Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné-Bissau, Libéria, Mali e Senegal

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