PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Museu do Egito inicia restauração aberta do ‘mais antigo artefato de madeira da história’

Embarcação funerária de 4.600 anos será restaurada ao longo de quatro anos no Grande Museu Egípcio
Funcionários do museu instalam tábuas de madeira antigas do segundo barco do Rei Khufu em uma estrutura metálica no Grande Museu Egípcio em Gizé, nos arredores do Cairo, em 23 de dezembro de 2025.

Funcionários do museu instalam tábuas de madeira antigas do segundo barco do Rei Khufu em uma estrutura metálica no Grande Museu Egípcio em Gizé, nos arredores do Cairo, em 23 de dezembro de 2025.

— Ahmed Hasan/AFP

23 de dezembro de 2025

A barca solar do rei Quéops, apresentada como “o maior e mais antigo artefato de madeira da história da humanidade”, foi transferida nesta terça-feira (23) para o Grande Museu Egípcio, no Cairo. Durante os próximos quatro anos, o objeto passará por um processo de restauração aberto ao público.

Construída há cerca de 4.600 anos, durante o reinado de Quéops, construtor da Grande Pirâmide, a embarcação foi feita de madeira de cedro e acácia, tem aproximadamente 43,5 metros de comprimento e foi descoberta em 1954, em Gizé. As escavações, no entanto, só começaram em 2011.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O projeto é financiado pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional, que concedeu uma subvenção de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 19,5 milhões), além de enviar especialistas japoneses para atuar em conjunto com as equipes egípcias.

No pavilhão dedicado à barca, com cerca de 4.000 m², os restauradores já instalaram as primeiras das 1.650 tábuas de madeira que voltarão a compor a embarcação funerária real.

O museu também expõe outra barca da mesma época, descoberta em 1987. De acordo com Isa Zidan, diretor-geral de restaurações do Grande Museu Egípcio, ambos os artefatos são considerados os barcos desmontados “mais antigos conhecidos e o maior vestígio orgânico já identificado na história da humanidade”.

Zidan explicou ainda que as tábuas sofreram manipulação térmica e estavam fragilizadas, o que levou missões arqueológicas anteriores a hesitarem em executar o projeto. Para garantir a preservação, os arqueólogos trataram as tábuas e os remos com materiais como nanocelulose e hidroxipropilcelulose.

Com informações da Agence France-Presse (AFP)

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano