Neste sábado (21), a Nigéria recebeu de volta 119 esculturas sagradas antigas, roubadas do antigo reino do Benin, a 120 anos atrás, durante a era colonial.
Esse é o mais recente retorno de artefatos a um país africano em meio ao aumento da pressão sobre governos e instituições ocidentais para devolver riquezas roubadas sob a opressão colonial.
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A Nigéria celebrou o retorno dos “Bronzes de Benin” — esculturas de metal e marfim que datam dos séculos 16 e 18 — com uma cerimônia realizada no Museu Nacional de Lagos, mostrando quatro das esculturas recuperadas.
A seleção de artefatos inclui uma escultura em bronze do busto de um rei, uma presa de elefante esculpida e um pequeno leopardo.
No século 19, tropas britânicas roubaram milhares dos chamados “Bronzes de Benin” do então independente reino do Benin, no sul do território que atualmente constitui a Nigéria.

As esculturas foram pilhadas do palácio real e desde então eram mantidas em museus e coleções privadas na Europa e nos Estados Unidos.
Os quatro artefatos estão atualmente à mostra em Lagos e continuarão na coleção permanente do museu. Já os outros artefatos retornarão ao Oba de Benin, Ewuare II — o chefe tradicional do reino do Benin no sul da Nigéria.
Durante a cerimônia, o diretor-geral da Comissão Nacional de Museus e Monumentos da Nigéria, Olugbile Hollowway, afirmou que já há um acordo assinado com a Alemanha prevendo a devolução de outras mil peças de Bronzes de Benin.
Já a ministra nigeriana de Arte e Cultura, Hannatu Musa Musawa, responsável pela assinatura do acordo com os Países Baixos, afirmou que a Nigéria “precisa retomar sua história e seu legado”.