Representantes da República Democrática do Congo (RDC) e de Ruanda firmaram um acordo de paz em Washington, mediado pelos Estados Unidos, nesta sexta-feira (27). O documento foi assinado sob a presença de Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA.
O acordo prevê a retirada das tropas de Ruanda, em 90 dias, e a criação de uma frente entre os dois países para acompanhar esse processo.
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Ainda há a previsão de que o exército dos dois países enfrentem as Forças Democráticas para Libertação de Ruanda (FDLR), um grupo opositor do regime de Kigali, que ainda tem conexões com o genocídio Tutsi em 1994.
Ainda é previsto para o fim de julho um encontro entre Félix Tshikedi, presidente da RDC, e Paul Kagame, presidente de Ruanda, na Casa Branca.
M23 não está incluído nas negociações
As discussões não apresentaram uma resolução sobre o M23, principal grupo armado e responsável pelos ataques à Goma, capital do Kivu do Norte, e Bukavu, capital do Kivu do Sul. A expectativa é de que o M23 e o governo congolês façam um acordo sob a mediação do Catar.
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Em depoimento na Casa Branca, Donald Trump enalteceu o acordo de paz e demonstrou os interesses do país. “A gente foi capaz de trazer todos juntos e selar o acordo. Nós não vamos trazer muitos minerais do Congo para os Estados Unidos”, afirmou.
Documento publicado pelo Ministério das Relações Exteriores da RDC saúda a assinatura como um passo importante para o “fim do conflito”.
Os ruandeses exaltaram a parceria com os Estados Unidos. “Nós estamos olhando para aprimorar uma cooperação econômica com as empresas e investidores americanos. Crescimento compartilhado e uma cooperação para além das fronteiras vai destravar recursos tangíveis para os dois países”, afirmou Olivier Nduhungirehe, ministro das relações exteriores de Ruanda.