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Ministro do Togo visita Pequena África, no Rio de Janeiro

Encontro no Rio articula sociedade civil, intelectuais e governo estrangeiro em torno de memória, diáspora e propostas de intercâmbio
Registro do Ministro do Togo na Pequena África, na cidade do Rio de Janeiro.

Registro do Ministro do Togo na Pequena África, na cidade do Rio de Janeiro.

— João Victor Santos e Rozangela Silva/Divulgação

17 de abril de 2026

A região da Pequena África, no Rio de Janeiro, recebeu o ministro das Relações Exteriores, Robert Dussey, em uma agenda voltada à construção de cooperação entre Brasil e países africanos.

A atividade, na última semana, reuniu representantes da sociedade civil, incluindo integrantes da delegação brasileira que esteve em Lomé, capital do Togo, em dezembro de 2025. A iniciativa foi articulada pelo professor e babalawô Ivanir dos Santos, que atua na mediação entre instituições e movimentos.

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O encontro deu continuidade a esse processo de aproximação. Participantes discutiram caminhos para fortalecer relações entre o continente africano e a diáspora no Brasil.

A agenda começou no Cais do Valongo, local reconhecido pela história ligada à chegada de africanos escravizados ao país. O ministro foi recebido com apresentação do Afoxé Filhas de Gandhy RJ.

Em seguida, um cortejo seguiu até a sede do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, onde ocorreu parte das atividades. O trajeto marcou a conexão entre memória histórica e articulação política.

Durante a recepção, houve troca de presentes e símbolos culturais. Roseli Santos da Cruz entregou um amuleto com referências a Oxum e Ogum. O ministro também recebeu livros, em um gesto de intercâmbio de saberes.

Ivanir dos Santos destacou o significado do território para a história da diáspora e afirmou a importância de manter a memória como base das relações entre Brasil e África.

Leia mais: Delegações de países africanos visitam Brasil para conhecer políticas sociais

Participação de intelectuais e articulação coletiva

O encontro reuniu intelectuais e lideranças negras, como Jacques d’Adesky, Helena Theodoro, Mariana Gino, Ele Semog, Totinho Capoeira e José Carlos Lima de Campos.

As discussões abordaram propostas de cooperação em áreas como cultura, educação e memória. Os participantes apresentaram sugestões para fortalecer vínculos institucionais e sociais entre os dois lados do Atlântico.

Após as atividades no Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a programação seguiu com um seminário no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ). O encontro reuniu lideranças e pesquisadores para aprofundar o debate.

Na abertura, os participantes apresentaram propostas de cooperação entre Brasil e países africanos. As contribuições incluíram ideias sobre intercâmbio acadêmico, iniciativas culturais e políticas de memória.

Os organizadores afirmaram que as sugestões serão encaminhadas a instituições responsáveis e podem subsidiar novas agendas conjuntas. Também houve indicação de realização de um novo encontro internacional.


Leia mais: Levantamento mapeia 100 lugares fundamentais para a memória negra e africana no Brasil

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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