A região da Pequena África, no Rio de Janeiro, recebeu o ministro das Relações Exteriores, Robert Dussey, em uma agenda voltada à construção de cooperação entre Brasil e países africanos.
A atividade, na última semana, reuniu representantes da sociedade civil, incluindo integrantes da delegação brasileira que esteve em Lomé, capital do Togo, em dezembro de 2025. A iniciativa foi articulada pelo professor e babalawô Ivanir dos Santos, que atua na mediação entre instituições e movimentos.
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O encontro deu continuidade a esse processo de aproximação. Participantes discutiram caminhos para fortalecer relações entre o continente africano e a diáspora no Brasil.
A agenda começou no Cais do Valongo, local reconhecido pela história ligada à chegada de africanos escravizados ao país. O ministro foi recebido com apresentação do Afoxé Filhas de Gandhy RJ.
Em seguida, um cortejo seguiu até a sede do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, onde ocorreu parte das atividades. O trajeto marcou a conexão entre memória histórica e articulação política.
Durante a recepção, houve troca de presentes e símbolos culturais. Roseli Santos da Cruz entregou um amuleto com referências a Oxum e Ogum. O ministro também recebeu livros, em um gesto de intercâmbio de saberes.
Ivanir dos Santos destacou o significado do território para a história da diáspora e afirmou a importância de manter a memória como base das relações entre Brasil e África.
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Participação de intelectuais e articulação coletiva
O encontro reuniu intelectuais e lideranças negras, como Jacques d’Adesky, Helena Theodoro, Mariana Gino, Ele Semog, Totinho Capoeira e José Carlos Lima de Campos.
As discussões abordaram propostas de cooperação em áreas como cultura, educação e memória. Os participantes apresentaram sugestões para fortalecer vínculos institucionais e sociais entre os dois lados do Atlântico.
Após as atividades no Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a programação seguiu com um seminário no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ). O encontro reuniu lideranças e pesquisadores para aprofundar o debate.
Na abertura, os participantes apresentaram propostas de cooperação entre Brasil e países africanos. As contribuições incluíram ideias sobre intercâmbio acadêmico, iniciativas culturais e políticas de memória.
Os organizadores afirmaram que as sugestões serão encaminhadas a instituições responsáveis e podem subsidiar novas agendas conjuntas. Também houve indicação de realização de um novo encontro internacional.
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