Promotores de Marrocos pediram nesta quinta-feira (19) penas de prisão de até dois anos para 18 torcedores senegaleses detidos em Rabat, capital do Marrocos, acusados de vandalismo em incidentes registrados durante a final da Copa Africana de Nações (CAN) 2025, realizada em janeiro de 2026.
Conforme informações da Agência Francesa de Notícias (AFP), a promotoria justificou a pena máxima para parte dos acusados com o argumento de que os réus teriam tentado deliberadamente interromper o andamento da partida. Em comunicado, o órgão afirmou que o grupo cometeu atos de violência transmitidos ao vivo pela televisão. A defesa nega as acusações.
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Os torcedores estão em prisão preventiva desde a final da CAN, em 18 de janeiro, quando o Senegal conquistou o segundo título da competição ao vencer o Marrocos por 1 a 0, na prorrogação.
Os incidentes ocorreram nos minutos finais da partida, após a marcação de um pênalti a favor da seleção marroquina. Em protesto, jogadores senegaleses ensaiaram abandonar a partida, que ficou paralisada por cerca de 15 minutos. O atacante Sadio Mané atuou para convencer a equipe a retornar ao campo.
Segundo a acusação, as provas incluem imagens de câmeras de vigilância do estádio e laudos médicos que apontam ferimentos em agentes de segurança e funcionários. Relatos indicam ainda que objetos, entre eles uma cadeira, foram arremessados em direção ao campo.
O Ministério Público estima que os danos ao estádio ultrapassam 4 milhões de dirhams marroquinos (cerca de 430 mil dólares ou R$ 2.247).
Além das tensões nas arquibancadas, nas redes sociais torcedores ainda expuseram divergências e polêmicas, incluindo acusações de preconceito racial praticado por marroquinos contra senegaleses.
No mês passado, o conselho disciplinar da Confederação Africana de Futebol (CAF) aplicou multas às federações envolvidas. A entidade senegalesa foi penalizada em mais de US$ 600 mil (cerca de R$ 3 milhões), enquanto a federação marroquina recebeu multa de US$ 15 mil (aproximadamente R$ 595 mil), além de outras sanções a jogadores e dirigentes por violação ao código disciplinar.