O Conselho Disciplinar da Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu na quarta-feira (28) impor multas à Federação Senegalesa de Futebol e à Federação Marroquina de Futebol após incidentes registrados durante a final da Copa Africana de Nações (CAN) 2025. Também foram aplicadas sanções a jogadores e dirigentes que violaram o Código Disciplinar da entidade.
De acordo com a CAF, a Federação Senegalesa foi multada em US$ 300 mil (cerca de R$1,5 milhão) pela conduta imprópria de seus torcedores e em outros US$ 300 mil (cerca de R$1,5 milhão) pela má conduta de jogadores e membros da comissão técnica.
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Entre os atletas punidos, os atacantes Iliman Cheikh Baroy e Ismaïla Sarr foram suspensos por dois jogos oficiais organizados pela CAF por comportamento antidesportivo em relação à arbitragem. A federação ainda recebeu multa adicional de US$ 15 mil (cerca de R$ 77 mil) por cinco jogadores da seleção terem recebido advertências durante a final.
Responsável pela conquista do título, o técnico principal Pape Bouna Thiaw foi suspenso por cinco partidas por conduta antidesportiva, considerada também violação aos princípios disciplinares, além de multado em US$ 100 mil (cerca de R$ 518,3 mil).
A Federação Marroquina também foi penalizada. A entidade deverá pagar US$ 200 mil pelo comportamento inadequado dos gandulas do estádio durante a final e US$ 100 mil (cerca de R$ 518,3 mil) pela conduta de jogadores e integrantes da comissão técnica que invadiram a área de revisão do VAR e obstruíram o trabalho da arbitragem, infringindo os artigos 82 e 83 do Código Disciplinar da CAF. Além disso, foi aplicada multa adicional de US$ 15 mil (cerca de R$ 77 mil) pelo uso de lasers por torcedores.
O capitão Achraf Hakimi foi suspenso por duas partidas, sendo uma delas com cumprimento suspenso pelo período de um ano a partir da data da decisão, também por comportamento antidesportivo. Já Ismael Saibari recebeu punição mais severa: suspensão de três jogos oficiais e multa de US$ 100 mil (cerca de R$518,3 mil).
Após a final, a Federação Marroquina apresentou um protesto alegando violações por parte do Senegal e alegando que a equipe deveria ser punida com a perda do título por abandonar o campo, com base nos artigos 82 e 84 do regulamento disciplinar. No entanto, o conselho rejeitou o recurso, e o título foi mantido com a seleção senegalesa, atual campeã africana.
Incidentes revelaram tensões entre países
Os incidentes também expuseram tensões entre torcedores dos dois países, com acusações de preconceito racial praticado por marroquinos contra senegaleses. Após os confrontos, dezoito torcedores do Senegal permanecem em prisão preventiva no Marrocos, acusados de vandalismo durante a final da CAN, realizada em Rabat. O julgamento está previsto para sexta-feira (29), em um tribunal da capital marroquina.