A escola Programadores do Amanhã está com inscrições abertas até o dia 31 de agosto para a quinta turma do curso gratuito de programação. Ao todo serão selecionados 120 jovens de 16 até 21 anos, negros e indígenas e de baixa renda.
O programa tem duração de um ano e as aulas serão online, o que viabiliza a candidatura de jovens de todo o Brasil. Além da formação em programação, serão ministrados também mais três módulos: inglês aplicado ao mercado de TI, soft skills e apoio psicológico. Os interessados devem se inscrever através do preenchimento de um formulário.
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“Nosso objetivo é ampliar as oportunidades para jovens negros e indígenas, proporcionando uma rota para ingressar no mercado de tecnologia, uma área muitas vezes marcada por desigualdades. Para se ter uma ideia, 33% das empresas de tech não têm nenhuma pessoa negra no time de tecnologia, e as que possuem, não passam de 10% do time de tecnologia em 68% delas”, explica Cleber Guedes, CEO e cofundador do Programadores do Amanhã.
Acesso simples e prático
As aulas são realizadas ao vivo, via plataforma Zoom. Caso o aluno não tenha acesso à internet e não possua computador, ele receberá um notebook e, também, auxílio financeiro para custear a internet. A metodologia de aprendizagem é baseada em projetos, com aplicação prática. O aluno não tem prova, mas precisa entregar mini-projetos ao longo do curso e um projeto integrador ao final da formação.
“O curso atua como uma ponte entre sonhos e realidade, oferecendo um caminho para que pessoas que antes viam a carreira em TI como algo distante possam agora trilhar um percurso concreto em direção ao sucesso”, afirma Guedes, que nesta edição conta com o apoio da Méliuz, iFood e Instituto Localiza.
Empregabilidade
Além da formação, o Programadores do Amanhã também dá suporte na inserção dos alunos no mercado de tecnologia, com participação prioritária em processos seletivos de bigtechs e empresas de destaque no cenário nacional. Com isso, abriu portas para que esses jovens entrassem no time de gigantes como Keeggo, Localiza, BV, Itaú e Mercado Livre.
A remuneração média dos alunos que passaram pelo programa é de R$ 3.600, o que representou um aumento médio da renda familiar em 240%. “Nossa meta é atingir 80% de empregabilidade em até seis meses após a formação e meu sonho grande é que, futuramente, não seja necessário realizar um processo seletivo para sermos realmente acessíveis e que todo jovem que tenha interesse possa fazer o curso”, aponta Guedes.