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Dia das Crianças: 10 livros infantis com representatividade negra

A literatura infantil é uma importante ferramenta de construção de referências positivas para crianças negras. Livros abordam temas como ancestralidade, diversidade e autoestima
Imagem mostra livros com desenhos de crianças negras.

Foto: Dora Lia/Alma Preta

10 de outubro de 2023

Por muito tempo as crianças negras não se viam representadas na televisão, nas propagandas e também não era diferente quando se tratava da literatura. Com a demanda cada vez maior por referências negras positivas, as editoras passaram a dar mais atenção ao trabalho realizado por escritores negros e negras, que se dedicam para estampar as crianças negras em histórias que falam sobre ancestralidade, diversidade e autoestima.

A Alma Preta selecionou 10 livros infantis protagonizados por crianças negras. As obras são de autoria de nomes como a ativista negra e teórica feminista bell hooks, do músico Emicida, do ator e roteirista Rodrigo França, da escritora Bianca Santana, entre outros.

  1. “Meu crespo é de rainha”, autoria de bell hooks com ilustração de Chris Raschka
Capa do livro “Meu crespo é de rainha”, de bell hooks

Sinopse: Publicado originalmente em 1999 em forma de poema rimado e ilustrado, esta delicada obra chega ao país pelo selo Boitatá, apresentando às meninas brasileiras diferentes penteados e cortes de cabelo de forma positiva, alegre e elogiosa. Um livro para ser lido em voz alta, indicado para crianças a partir de três anos de idade – e também mães, irmãs, tias e avós -a fim de que se orgulhem de quem são e de seus cabelos macios como algodão e gostosos de brincar.

Hoje em dia, é sabido que incontáveis mulheres, incluindo meninas muito novas, sofrem tentando se encaixar em padrões inalcançáveis de beleza, de problemas que podem incluir desde questões de insegurança e baixa autoestima até distúrbios mais sérios, como anorexia, depressão e mesmo tentativas de mutilação ou suicídio. Para as garotas negras, o peso pode ser ainda maior pela falta de representatividade na mídia e na cultura popular e pelo excesso de referências eurocêntricas, de pele clara e cabelos lisos. Nesse sentido, “Meu crespo é de rainha” é um livro que enaltece a beleza dos fenótipos negros, exaltando penteados e texturas afro, serve de referência à garota que se vê ali representada e admirada.

Disponível aqui.

  1. “Amoras”, autoria de Emicida com ilustração de Aldo Fabrini
Capa do livro “Amoras”, de Emicida

Sinopse: Na música “Amoras”, Emicida canta: “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. E é a partir desse rap que um dos artistas brasileiros mais influentes da atualidade cria seu primeiro livro infantil e mostra, através de seu texto e das ilustrações de Aldo Fabrini, a importância de nos reconhecermos no mundo e nos orgulharmos de quem somos — desde criança e para sempre.

Disponível aqui.

  1. “O Pequeno Príncipe Preto”, autoria de Rodrigo França com ilustração de Juliana Borges Pereira
Capa do livro “O Pequeno Príncipe Preto”, de Rodrigo França

Sinopse: Em um minúsculo planeta, vive o Pequeno Príncipe Preto. Além dele, existe apenas uma árvore Baobá, sua única companheira. Quando chegam as ventanias, o menino viaja por diferentes planetas, espalhando o amor e a empatia.

O texto é originalmente uma peça infantil que já rodou o país inteiro. Agora, Rodrigo França traz essa delicada história no formato de conto, presenteando o jovem leitor com uma narrativa que fala da importância de valorizarmos quem somos e de onde viemos – além de nos mostrar a força de termos laços de carinho e afeto. Afinal, como diz o Pequeno Príncipe Preto, juntos e juntas todos ganhamos.

Disponível aqui.

  1. “Diálogos feministas antirracistas (e nada fáceis) com as crianças”, autoria de Bianca Santana com ilustração de Tainan Rocha
Capa do livro “Diálogos feministas antirracistas (e nada fáceis) com as crianças”, de Bianca Santana

Sinopse: Foi das conversas francas e generosas de Bianca com os filhos que este livro nasceu. Ela trata de temas tão difíceis que, comumente, são evitados pelos pais num misto de conformismo e medo de apresentar aos filhos uma realidade tão dura, tão cedo. Mas o que vemos nestes Diálogos é a possibilidade de falar sobre os espinhos de nossa sociedade sem ferir ou macular qualquer inocência.

Da mesma forma se estabelece um diálogo harmônico entre o texto e as ilustrações de Tainan, as quais amplificam o discurso, espetando a percepção dos pequenos leitores sem ferir seu primeiro olhar do mundo, aplacada pela percepção educacional da contemporaneidade.

Disponível aqui.

  1. “Da cor que eu sou”, autoria de Andressa Reis com ilustração de Stefania Magalhães
Capa do livro “Da cor que eu sou”, de Andressa Reis

Sinopse: Maria sempre soube que as pessoas existem no mundo em diversos tamanhos, formas e cores. Por isso, estranhou quando sua melhor amiga, Júlia, lhe presenteou com um desenho um tanto quanto estranho. O livro “Da cor que eu sou” celebra a diversidade. Uma obra para ensinar nossos filhos a enxergar os outros como eles realmente são. E com todo o amor, respeito e admiração que isso requer. Com ilustrações cativantes e palavras afetuosas, pequenos leitores poderão mergulhar no universo da diversidade e perceber a beleza que existe nas nossas diferenças. Um livro que aborda um tema tão importante e urgente de uma maneira lúdica, leve e de leitura envolvente.

Disponível aqui.

  1. “Ananda: por que sou tão pretinha?”, autoria de Henrique André com ilustração de Ariane Purika
Capa do livro “Ananda: por que sou tão pretinha?”, de Henrique André

Sinopse: A convivência de Ananda com outras crianças despertou a pergunta: por que sou tão pretinha?

Ananda, junto de sua família, exploram com leveza, as descobertas sobre sua origem e identidade, aprendendo sobre sua descendência africana de reis e rainhas. Este é um livro dedicado à elevação da autoestima das crianças pretas.

Disponível aqui.

  1. “Menina bonita, que cor você tem?”, autoria de Aline Carvalho com ilustração de Xande Pimenta
Capa do livro “Menina bonita, que cor você tem?”, de Aline Carvalho

Sinopse: Gi é uma menina alegre e muito brincalhona. Um dia, durante uma aula na escola, a professora diz que as crianças da sala têm a cor natural, mas Gi não, ela tem cor marrom. Gi fica muito chateada porque também quer ter cor natural, mas mamãe mostra para ela que as pessoas são muito mais do que sua aparência e que ela também possui cor natural já que nasceu com aquela cor. Um livro que trata a diversidade de maneira leve e numa linguagem que a criança entende, mas que principalmente mostra para criança que todos somos diferentes e especiais, do jeitinho que somos.

Disponível aqui.

  1. “Ei, você!: Um livro sobre crescer com orgulho de ser negro”, autoria de Dapo Adeola com ilustrações de Dapo Adeola, Alyissa Johnson, Sharee Miller, Jade Orlando, Diane Ewen, Reggie Brown, Lhaiza Morena, Onyinye Iwu, Chanté Timothy, Gladys Jose, Bex Glendining, Joelle Avelino, Dunni Mustapha, Nicole Miles, Charlot Kristensen, Kingsley Nebechi, Camilla Sucre, Derick Brooks, Jobe Anderson, Selom Sunu
Capa do livro “Ei, você!: Um livro sobre crescer com orgulho de ser negro”, de Dapo Adeola

Sinopse: Um livro ilustrado emocionante que homenageia e celebra a vida de todas as crianças negras. A partir de uma prosa delicada e de ilustrações feitas por dezenove artistas diferentes, este livro celebra a vida e o crescimento das crianças negras de todo o mundo, apontando caminhos de esperança para o futuro e empoderando uma nova geração de sonhadores.

Disponível aqui.

  1. “Princesas negras”, autorias de Ariane Celestino Meireles e Edileuza Penha de Souza com ilustração de Juba Rodrigues
Capa do livro “Princesas negras”, de Ariane Celestino Meireles e Edileuza Penha de Souza

Sinopse: Elas estão nas escolas, nas universidades e em diversos postos de trabalho. As princesas negras são inteligentes, lutadoras, espertas e aprendem muito com suas mães e avós. São especiais, com seus cabelos crespos e sua ancestralidade. Descubra mais sobre as princesas negras no livro de Edileuza Penha de Souza e Ariane Celestino Meireles. Quem sabe você não convive com uma, ou é uma delas?​

Disponível aqui.

  1. “Neguinha, sim!”, autoria de Renato Gama com ilustração de Bárbara Quintino
Capa do livro “Neguinha, sim!”, de Renato Gama

Sinopse: A alegre e contagiante canção que celebra a identidade e a ancestralidade negras agora em formato de livro ilustrado.

A personagem desta história-canção é neguinha, sim! E muito, muito, muito feliz! Afinal, seu nariz é belo como as ondas do mar, seus olhos são de jabuticaba e ela tem um cabelo brilhante como sol… Essa menina honra e celebra sua ancestralidade, e sabe que carrega uma bagagem incrível e um futuro repleto de possibilidades.

Nas páginas deste livro, a canção Neguinha, sim!, de Renato Gama, especialmente conhecida na voz de Izzy Gordon, ganha traços e cores de Bárbara Quintino e exalta as identidades de todas as crianças negras. No final, o livro ainda traz a partitura e a cifra da canção para que pequenos e grandes leitores possam cantar e celebrar juntos com muita música, alegria e inspiração.

Disponível aqui.

  • Dindara Paz

    Baiana, jornalista e graduanda no bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade (UFBA). Me interesso por temáticas raciais, de gênero, justiça, comportamento e curiosidades. Curto séries documentais, livros de 'true crime' e música.

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