PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

‘A Amazônia e suas populações são exemplos de como combater a crise climática’, diz CEO da COP30

Durante participação na 20ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, Ana Toni também falou sobre os desafios da COP30 em Belém (PA)
Imagem mostra um homem indígena de costas, olhando para uma área seca.

Imagem mostra um homem indígena de costas, olhando para uma área seca.

— Agência Brasil

11 de julho de 2025

A CEO da 30ª Conferência das Partes (COP30), Ana Toni, participou nesta sexta-feira (11) da 20ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) em São Paulo.

Focada na promoção da justiça social, ambiental e climática, Ana integrou o painel “Rumo à COP30: desafios e pressões da política ambiental brasileira”, que discutiu os principais obstáculos enfrentados pela política ambiental do país às vésperas do evento da ONU, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA).

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O debate foi mediado pelas jornalistas Molly Peterson, especialista internacional em cobertura de clima e meio ambiente; Catarina Barbosa, amazônida e diretora da Abraji; e Thais Bilenky, do podcast “A Hora”, do UOL. Entre os tópicos abordados estiveram a atuação do governo federal nas pautas ambientais, a relação com os povos tradicionais e as expectativas para o evento global.

Durante sua fala, Ana Toni destacou o papel dos povos tradicionais e a economia da natureza como um dos principais temas da conferência. 

“Estamos fazendo fortemente para a COP30 um debate sobre a economia da natureza, como valorizar a floresta, os serviços ambientais, a preservação e o papel das populações indígenas e quilombolas”, relatou.

A CEO também enfatizou que a COP30 pode representar uma virada na forma como o mundo encara as mudanças climáticas, indo além da inovação tecnológica.

“Combater a crise climática também significa preservar costumes, culturas e ecossistemas. A Amazônia e suas populações são exemplos nisso. É preciso entender que desenvolvimento sustentável inclui tecnologia, mas também preservar a natureza e as comunidades tradicionais”, disse.


Ana Toni, CEO da COP30 durante participação remota na 20ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo, em 11 de julho de 2025.
Ana Toni, CEO da COP30 durante participação remota na 20ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo, em 11 de julho de 2025. Foto: Vinicius Martins/Alma Preta

Desafios da COP30 em Belém

A escolha de Belém como sede da conferência também foi tema da conversa. Ana reconheceu os desafios logísticos e estruturais da capital paraense, como os altos preços de hospedagem e a limitada oferta de hotéis.

“A cobertura até agora na COP30 está muito na logística e infelizmente tem sim alguns problemas para serem vistos  como o da acomodação, mas é uma cobertura que não está dando pra população o senso de realidade de importância sobre os grandes desafios políticos”, afirmou.

A CEO comentou que soluções alternativas estão em desenvolvimento.  “Estão sendo construídos novos espaços, como casas e apartamentos, além da mobilização de moradores para abrir suas próprias residências. Vai ser uma COP diferente: muitos ficarão em casas e propriedades privadas. A expectativa é que o governo lance em breve uma plataforma oficial para organizar essa hospedagem”, adiantou.

Ana Toni apontou ainda  os temas centrais que devem ganhar destaque durante a conferência, como o novo modelo de desenvolvimento, a transição energética, a valorização da natureza e o avanço nas discussões sobre adaptação climática.

“Estamos enfrentando o debate sobre o desmatamento e, mais recentemente, sobre a energia. Não devemos negar nossas contradições, mas encará-las com maturidade, buscando avanços no cenário nacional e internacional”, concluiu.

O Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo segue até o dia 13 de julho e as inscrições estão abertas no site da Abraji.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano