Um relatório do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta segunda-feira (13), aponta que as ações policiais foram responsáveis por, aproximadamente, 45% das mortes por armas de fogo ocorridas entre 1 de janeiro e 6 de outubro em Salvador e na Região Metropolitana (RMS).
A iniciativa mapeou neste período mil mortes por armas de fogo. O levantamento destaca a atuação policial como uma das principais causas das mortes, com 451 casos.
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As demais circunstâncias registradas foram roubo ou tentativa (60), disputas entre grupos armados (58), sequestros e cárcere privado (27), brigas (20) e chacinas (109). Houve ainda sete vítimas de balas perdidas e seis casos de feminicídio.
De acordo com o Fogo Cruzado, o milésimo caso foi o do adolescente Gabriel Silva, de 17 anos, morto na manhã da última segunda-feira (6). O jovem foi baleado na noite anterior, durante a 15ª Caminhada da Diversidade do Bairro da Engomadeira, em Salvador.
O levantamento indica que o perfil das vítimas é majoritariamente negro e masculino. Entre as vítimas, 94% eram homens e 51% eram pessoas negras. Não houve dados raciais em 470 (47%) das ocorrências.
Segundo a pesquisa, 954 das vítimas eram adultas. Também foram vítimas 35 adolescentes, sete idosos, dois bebês ainda no útero da mãe, uma criança e uma pessoa sem idade informada.
A capital soteropolitana lidera o ranking dos 13 municípios que compõem a Região Metropolitana com o maior número de mortes, somando 700 registros. O município de Camaçari aparece em segundo, com 103 mortes, seguido de Dias D’Ávila, com 48.