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Aldeia indígena sofre ataque com tiros na Bahia; DPU cobra investigação

Defensoria pede providências a órgãos de segurança após ataque armado que deixou dois indígenas feridos
Uma mão segurando um cocar, em uma manifestação indígena no Rio de Janeiro, em junho de 2025.

Uma mão segurando um cocar, em uma manifestação indígena no Rio de Janeiro, em junho de 2025.

— Mauro Pimentel/AFP

3 de outubro de 2025

A Defensoria Pública da União (DPU) oficiou, na quinta-feira (2), órgãos de segurança da Bahia solicitando providências sobre a ação violenta contra indígenas da Aldeia Pataxó Kaí, no município do Prado.

Segundo o órgão, na última quarta-feira (1), cerca de 40 pessoas, entre elas algumas armadas, chegaram à aldeia de ônibus e dispararam contra a comunidade. Dois membros do território indígena foram atingidos e precisaram de atendimento médico. 

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A defensoria ainda informou que testemunhas relataram que integrantes do grupo teriam confessado que o ataque foi articulado e financiado por um latifundiário da região.

Para o órgão, o caso configura grave violação aos direitos humanos e aos direitos constitucionais dos povos indígenas, em específico, o direito à vida, à segurança, à integridade física e ao território tradicionalmente ocupado.

O documento foi encaminhado para a Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) na Bahia, a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJSP) e a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

A manifestação solicita a instauração imediata de investigação, com deslocamento de equipe da PF até a comunidade para realizar a escuta com os envolvidos, prisões em flagrante e, caso seja possível, perícias detalhadas. 

O ofício também pede informações sobre a atuação da Força Nacional na região e medidas para assegurar que a conduta dos agentes siga os protocolos de proteção aos direitos humanos, além de apoio às forças federais e intensificação de policiamento no local.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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