O deputado federal Nelson Coguetto (PL-PR), conhecido como Vermelho, foi acusado de racismo após afirmar que o Brasil viveu “momentos negros” durante a inauguração do “QG 100% Bolsonaro”, em Foz do Iguaçu (PR), no último sábado (27).
A declaração ocorreu ao lado do deputado federal Filipe Barros (PL-PR), pré-candidato ao Senado, durante um evento em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O espaço foi apresentado por Barros como um local destinado a reunir apoiadores do ex-presidente e defender os valores associados ao bolsonarismo.
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Durante a cerimônia, Vermelho afirmou que era preciso “resgatar o Brasil das garras do mal” e declarou que o país havia vivido “momentos negros” nos últimos quatro anos, expressão apontada como racista por representantes do movimento negro.
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Em entrevista ao portal Plural, a cofundadora do Movimento Negro Unificado (MNU) no Paraná, Sueli Crespa, defendeu a responsabilização do parlamentar pela declaração, apontada como criminosa.
Para ela, expressões como “momentos negros”, “a coisa está preta” e “denegrir” reforçam estereótipos ao associar a cor negra a aspectos negativos, contribuindo para a reprodução do racismo na linguagem.
A fala de Vermelho também foi criticada pela presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Foz do Iguaçu, Mazé Saad.
Saad, que é coordenadora da União de Negros e Negras pela Igualdade (Unegro), afirma que a declaração associa a palavra “negra” a situações negativas e inferiores, reproduzindo uma expressão de caráter racista.
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