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Após 2 anos do crime, julgamento do caso Mãe Bernadete é marcado para 2026

Justiça da Bahia marca para 24 de fevereiro o julgamento dos acusados pelo assassinato de Mãe Bernadete Pacífico em 2023
Um cartaz escrito “Quem mandou matar Mãe Bernadete Pacífico”.

Um cartaz escrito “Quem mandou matar Mãe Bernadete Pacífico”.

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

8 de dezembro de 2025

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) marcou para o dia 24 de fevereiro o julgamento dos réus Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados de assassinar a ialorixá e líder quilombola, Maria Bernadete Pacífico, em agosto de 2023.

Mãe Bernadete, como era conhecida, foi assassinada com 25 tiros na Associação Quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA). Como liderança, posicionava-se firmemente contra a expansão do tráfico dentro da comunidade onde morava, além de se opor à exploração ilegal de madeira em área de proteção ambiental. O caso ganhou repercussão nacional devido à brutalidade do crime e ao impacto na luta pelos direitos quilombolas.

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Em setembro, Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como “BZ” e apontado como o executor do homicídio, foi preso pelo Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (Denarc). Outros três envolvidos foram presos em 2024.

No processo contra Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, foragido, eles serão julgados pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

O julgamento segue em fase de “desaforamento”, isto é, quando o magistrado solicita que o Tribunal do Júri ocorra em outra comarca por entender que há risco de parcialidade ao julgar o crime na cidade em que ocorreu.

À Alma Preta, o jurista Hédio Silva, que integra a defesa da família da vítima, destaca que Marílio da Silva, que fugiu no início das investigações, é apontado como o principal articulador do assassinato da líder quilombola. Ele será julgado à revelia, quando o réu não contesta um processo movido em seu desfavor.

“Ele nomeou advogado, que depois acabou desistindo, mas ele ainda está acompanhando o caso, mesmo em revelia. Nossa expectativa é que o Ariel seja pressionado pelas circunstâncias do Tribunal e nos dê alguma informação relevante sobre o paradeiro do foragido”, explicou. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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