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Após caso de racismo, professores da PUC-SP são obrigados a participar de curso de letramento racial

Decisão ocorre após denúncias de racismo na universidade e prevê curso obrigatório de letramento racial para docentes
A imagem mostra uma sala de aula vazia.

A imagem mostra uma sala de aula vazia.

— Rovena Rosa/Agência Brasil

11 de junho de 2025

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) instaurou, na terça-feira (10), uma comissão para estruturação de um curso de letramento racial obrigatório para os professores da instituição. 

A iniciativa atende a uma demanda apresentada durante a greve de estudantes realizada em maio, após denúncias de racismo na universidade. Em maio, os discentes realizaram uma ocupação do Campus Monte Alegre, na zona oeste da capital paulista, em protesto contra os episódios de discriminação racial na instituição de ensino superior.

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O acordo, assinado pelo reitor Vidal Serrano Nunes Júnior, define um grupo de seis professores para planejar, estruturar e acompanhar as atividades.

O curso está previsto para ocorrer presencialmente, com início em agosto. A comissão também organiza uma formação de letramento racial on-line, que será gratuita e aberta ao público. 

A PUC-SP também suspendeu, no dia 6 de junho, os estudantes envolvidos no caso dos cantos racistas e elitistas durante uma partida dos Jogos Jurídicos Estaduais, em novembro de 2024. A suspensão iniciará em agosto e valerá por 30 dias. 

Além da suspensão, a decisão prevê a criação de um Código de Conduta específico para eventos estudantis e esportivos.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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