Em 2024, o país tinha 1,65 milhão de crianças e adolescentes, entre cinco e 17 anos, em situação de trabalho infantil. As informações são da edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19).
O número é 0,1 ponto percentual acima do registrado em 2023, com 34 mil jovens a mais nessas condições. Apesar do aumento, considerando a série histórica analisada, que inicia em 2016, o índice apresentou uma queda de 21,4%.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho infantil é aquele que é perigoso e prejudicial para a saúde e o desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças, interferindo na sua escolarização. Também são consideradas as atividades laborais informais e com jornadas excessivas.
Embora representem 59,7% da população de cinco a 17 anos, pretos e pardos corresponderam a 66,0% dos casos, o equivalente a dois terços do total. Brancos somaram 39,4% dos registros.
Cerca de 54,1% das crianças e adolescentes realizavam afazeres domésticos ou tarefas de cuidado de pessoas, e mais de 88,8% eram estudantes. A faixa etária de 16 e 17 anos foi apontada como a que mais reúne jovens em situação de trabalho infantil, com 15,3%.
A pesquisa ressalta que os homens foram os mais afetados, representando 66% dos “trabalhadores infantis”, mesmo sendo minoria entre a população geral de cinco a 17 anos (51,2%).