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Brasil sai do Mapa da Fome da ONU após retomada de políticas contra insegurança alimentar

Segundo relatório da ONU, o país atingiu a meta antes do previsto e retirou mais de 24 milhões de pessoas da fome até o final de 2023
A imagem mostra panelas de comida em um buffet.

A imagem mostra panelas de comida em um buffet.

— Marcelo Camargo /Agência Brasil

28 de julho de 2025

O Brasil deixou oficialmente o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, na Etiópia.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a conquista se deve à retomada de políticas públicas robustas.

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A retirada do país da lista marca uma reversão da crise alimentar. A pasta indica  a taxa de subalimentação abaixo de 2,5% da população entre 2022 e 2024, patamar mínimo estabelecido pela FAO. A meta, que o governo previa atingir até 2026, foi alcançada em apenas dois anos.

A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, até o final de 2023, cerca de 24 milhões de pessoas saíram da insegurança alimentar.

O ministro Wellington Dias atribuiu a saída do Mapa da Fome à implementação do Plano Brasil Sem Fome, que articula programas como Bolsa Família, Cozinha Solidária, PAA, alimentação escolar e incentivos à agricultura familiar.

“Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia”, declarou Dias durante coletiva de imprensa virtual. 

Segundo o MDS, os indicadores sociais também apontam uma redução nos índices de pobreza extrema, que, em 2023, caiu para 4,4%. O desemprego também recuou em 2024, atingindo a marca de 6,6%.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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