Em agosto, Brasília (DF) será palco da 4ª Marcha das Mulheres Indígenas, evento que deve reunir mais de 5 mil mulheres de ao menos 100 etnias. A concentração terá início no próximo sábado (2).
A marcha antecede a primeira Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de agosto. Os eventos são realizados pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), em parceria com o governo federal.
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O ato é organizado bianualmente há sete anos a partir de uma rede de 420 mobilizadoras em todo o país. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a última edição da marcha reuniu mais de 8 mil mulheres e crianças em 2023.
A 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas será coordenada pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e pelo Ministério das Mulheres (MMulheres), e tem o apoio da ANMIGA.
Realizado após sete etapas regionais prévias de ampla consulta, o evento busca debater cinco eixos temáticos: direito e gestão territorial, emergência climática, políticas públicas e violência de gênero, saúde e educação, e transmissão de saberes ancestrais para o bem viver.
No dia 7 de agosto, as manifestantes se concentrarão no acampamento no Complexo Cultural Funarte e caminharão até a Praça dos Três Poderes.
Segundo o MPI, a expectativa é que, ao final da conferência, o governo federal entregue um pacote de políticas públicas com foco nos direitos das mulheres indígenas.