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Brasília terá marcha das mulheres indígenas em agosto

Em 2023, manifestação reuniu 8 mil pessoas; ato antecede a 1º Conferência Nacional das Mulheres Indígenas
Manifestação da III Marcha das Mulheres Indígenas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), no dia 9 de setembro de 2023.

Manifestação da III Marcha das Mulheres Indígenas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), no dia 9 de setembro de 2023.

— Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

31 de julho de 2025

Em agosto, Brasília (DF) será palco da 4ª Marcha das Mulheres Indígenas, evento que deve reunir mais de 5 mil mulheres de ao menos 100 etnias. A concentração terá início no próximo sábado (2).

A marcha antecede a primeira Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de agosto. Os eventos são realizados pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), em parceria com o governo federal. 

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O ato é organizado bianualmente há sete anos a partir de uma rede de 420 mobilizadoras em todo o país. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a última edição da marcha reuniu mais de 8 mil mulheres e crianças em 2023. 

A 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas será coordenada pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e pelo Ministério das Mulheres (MMulheres), e tem o apoio da ANMIGA. 

Realizado após sete etapas regionais prévias de ampla consulta, o evento busca debater cinco eixos temáticos: direito e gestão territorial, emergência climática, políticas públicas e violência de gênero, saúde e educação, e transmissão de saberes ancestrais para o bem viver.

No dia 7 de agosto, as manifestantes se concentrarão no acampamento no Complexo Cultural Funarte e caminharão até a Praça dos Três Poderes. 

Segundo o MPI, a expectativa é que, ao final da conferência, o governo federal entregue um pacote de políticas públicas com foco nos direitos das mulheres indígenas.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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