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Capacitação em audiovisual abre portas para jovens e adultos das comunidades do Rio

Circuito Cine Curta traz capacitação em audiovisual gratuita e revela novos horizontes para jovens e adultos
Alunos do projeto Cine Curta, no Rio de Janeiro.

Alunos do projeto Cine Curta, no Rio de Janeiro.

— André Louis/Cine Curta

10 de maio de 2026

Retomar sonhos e ampliar horizontes é o que motiva alunos da oficina de cinema do Circuito Cine Curta, da Associação Caminho da Cultura. Realizada no Centro Paroquial Dom Helder Câmara, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, a iniciativa une aprendizado técnico e estímulo à criatividade, permitindo que os participantes retomem sonhos e ampliem perspectivas profissionais.

Ao longo dos encontros, os alunos têm contato com todas as etapas da produção cinematográfica, como criação de roteiro, direção, fotografia, captação de som e finalização. A oficina mostra que, independente da idade, ainda é possível buscar caminhos para inserção no setor audiovisual.

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Maria Eduarda de Mello, de 26 anos, precisou encerrar sua temporada como atriz por conta de uma gravidez inesperada. Moradora da Rocinha, ela engravidou aos 18 anos e dedicou-se à filha, que hoje tem sete anos. Ao saber da formação em audiovisual, viu uma chance de se reencontrar com uma de suas paixões.

“Ter deixado um sonho para trás é muito triste. Eu só parei para pensar nisso quando vi o anúncio do curso. Percebi que eu tinha deixado um sonho de lado por conta de algo maior, que é a responsabilidade de cuidar da minha filha. Agora, consigo conciliar e me reconectar comigo como mulher”, afirma a artista.

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As aulas da oficina do Circuito Cine Curta ocorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 14h às 17h. Para a jovem, o horário encaixou bem com a rotina da maternidade. Enquanto a filha está na escola, a mãe também estuda.

Em busca de novas oportunidades no audiovisual, o ator Ricardo Kaettano, de 67 anos, pretende assumir outros papéis na indústria que vão além da atuação. Com trabalhos no teatro e em curtas-metragem, ele enxerga na capacitação do Cine Curta uma possibilidade de se atualizar e reinventar.

“Eu me lancei ao desafio da oficina porque vejo nela uma oportunidade de trabalho futuro. Vejo a oportunidade de trocar conhecimentos com várias pessoas e estar sempre em movimento. Eu penso que todo o profissional, e especialmente o profissional de arte, tem de estar atualizado, por dentro do que está acontecendo. Isso é importante para ele saber se posicionar e poder ter mobilidade do teatro ao cinema”, pondera Ricardo. 

A formação ensina sobre as principais etapas da produção audiovisual. Ao final da oficina, os estudantes irão desenvolver um curta-metragem autoral coletivo, criado a partir das ideias e experiências do grupo. A produção deve ser exibida no fim de maio, em uma sessão aberta.

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