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Chacina durante a Operação Verão foi registrada por câmeras corporais de PMs

Câmera corporal registra PMs atirando diversas vezes contra vítima que pedia por socorro e dizia estar desarmado em São Vicente, durante a Operação Verão 2024
Policiais militares do Batalhão de Ações Especiais (BAEP) da Polícia Militar.

Policiais militares do Batalhão de Ações Especiais (BAEP) da Polícia Militar.

— Reprodução/Governo de São Paulo

23 de julho de 2025

Imagens registradas pelas câmeras corporais de policiais militares durante a Operação Verão, deflagrada em 2024 na Baixada Santista, mostraram pessoas gritando que estavam desarmadas enquanto eram alvejadas pelos agentes. As informações foram divulgadas pelo UOL nesta quarta-feira (23).

Considerada a segunda operação mais letal da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP), a Operação Verão ocorreu entre fevereiro e março de 2024, após a morte do soldado Samuel Wesley Cosmo, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA). Ao todo, as ações resultaram em cerca de 56 mortos, incluindo pessoas com deficiência, trabalhadores e uma mãe de seis filhos. 

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De acordo com a reportagem do UOL, o caso ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2024, no município de São Vicente, no litoral sul paulista. A ação deixou cinco mortos, incluindo dois adolescentes. Ao todo, as vítimas receberam cerca de 30 tiros de fuzil.

Nas imagens registradas pela câmera corporal de um dos PMs, é possível ouvir os agentes disparando diversas vezes antes de ordenarem que as vítimas largassem as armas. Após novos disparos, uma das vítimas responde que não há pessoas armadas no local. 

“Não tem armas senhor, não tem arma. Tá sem arma, pelo amor de deus, senhor”, diz um dos baleados em trecho da gravação.  

Na época do crime, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) declarou que os policiais foram recebidos a tiros, o que teria motivado a agressão. 

Ainda segundo o UOL, o procedimento investigatório criminal e o inquérito policial civil foram arquivados em 23 de abril de 2025, após solicitação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A Defensoria Pública solicita o desarquivamento do processo. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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