PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Cinco anos após o crime, PMs são condenados por agressão a jovem negro

No caso, ocorrido em 2020, os policiais agrediram um adolescente e fizeram comentários racistas sobre o cabelo do jovem
Pelotão da Polícia Militar do Estado da Bahia (PMBA), em Barra da Estiva (BA).

Pelotão da Polícia Militar do Estado da Bahia (PMBA), em Barra da Estiva (BA).

— Reprodução/Governo da Bahia

27 de novembro de 2025

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) condenou três policiais militares à prisão pelo crime de tortura cometida em razão de discriminação racial. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público da Bahia, na quarta-feira (26), e ocorre cinco anos após o crime.

O caso, denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), ocorreu em 2 de fevereiro de 2020, no bairro Paripe, em Salvador. À época, os agentes teriam abordado um grupo de adolescentes na rua e, segundo o órgão denunciante, teriam os agredido física e verbalmente.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A denúncia, realizada em julho de 2020, também informa que foram feitas injúrias racistas, humilhação pública e o emprego de violência desproporcional. 

A atuação foi registrada a distância por testemunhas e as agressões confirmadas pelos laudos periciais. Em um dos vídeos, um dos adolescentes é xingado de “ladrão” e “vagabundo” por usar um penteado black power.  

“Você para mim é ladrão, você é vagabundo. Olha essa desgraça desse cabelo aqui. Tire aí vá, essa desgraça desse cabelo aqui. Você é o quê? Você é trabalhador, viado? É?”, disse um dos PMs na ocasião.

O soldado Laércio Santos Sacramento foi condenado a três anos e 11 meses de prisão, o subtenente Roque Anderson Dias Rocha a dois anos e sete meses e o soldado Márcio Moraes Caldeira a dois anos e sete meses de prisão. Além da pena de reclusão, os três foram sentenciados à perda do cargo.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano