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Condenado por mandar assassinar Mãe Bernadete é morto em ação policial

Marílio dos Santos, que estava foragido, dois dias antes de morrer foi condenado a 29 anos e 9 meses de prisão
Marílio dos Santos foi condenado por mandar assassinar Mãe Bernadete.

Marílio dos Santos foi condenado por mandar assassinar Mãe Bernadete.

— Reprodução/SSPBA

17 de abril de 2026

Um dos condenados pelo assassinato da Ialorixá e líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, foi morto na madrugada de quinta-feira (16) durante uma ação policial na região metropolitana de Salvador (BA).

Dois dias antes, na terça-feira (14), Marílio dos Santos foi sentenciado a 29 anos e 9 meses de prisão pelo Tribunal do Júri em Salvador, em regime inicial fechado.

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Conhecido como “Maquinista”, ele estava foragido e integrava o catálogo da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que reúne informações dos criminosos mais procurados do estado. 

Leia mais: Júri condena executor e mandante do assassinato de Mãe Bernadete

No julgamento, a juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos expediu um mandado de prisão contra o acusado, apontado como o mandante do assassinato.

Já o  executor do crime, Arielson da Conceição Santos, recebeu pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão.

De acordo com a SSP, o homem foi localizado escondido na zona rural de Catu, município na região metropolitana da capital baiana. Marílio teria atirado contra a equipe de policiais que tentava cumprir o mandado de prisão. O mandante chegou a ser socorrido, mas não resistiu. 

Leia mais: Família pede federalização da investigação do assassinato de Binho do Quilombo

Mãe Bernadete foi assassinada em sua residência, na Associação Quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA), com 25 tiros. O crime aconteceu em agosto de 2023, na presença de seus três netos, com idade entre 12 e 19 anos. 

Como liderança, posicionava-se firmemente contra a expansão do tráfico dentro da comunidade onde morava, além de se opor à exploração ilegal de madeira em área de proteção ambiental.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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