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‘Conduta criminosa’: policiais são presos por matar jovem rendido em Paraisópolis

De acordo com o chefe de comunicação da Polícia Militar, a atuação dos policiais militares foi ‘completamente ilegítima’
A imagem mostra uma fileira de viaturas da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP).

A imagem mostra uma fileira de viaturas da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP).

— Reprodução / Secretaria de Segurança Pública

11 de julho de 2025

Dois policiais militares foram presos em flagrante por matarem um homem rendido durante uma operação na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) nesta sexta-feira (11).

A ação, realizada pela Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (ROCAM) na noite de quinta-feira (10), resultou na morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos. Segundo a SSP, ele estava com as mãos na cabeça quando foi atingido pelos disparos.

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Em coletiva de imprensa, o chefe da comunicação da Polícia Militar, coronel Emerson Massera, declarou que a atuação dos agentes foi ilegal. Massera destacou que, de acordo com a análise das imagens registradas pelas câmeras corporais, a vítima já estava rendida quando os dois PMs dispararam, “sem nada que os justificasse”. 

O coronel classificou a conduta dos PMs como erro policial e a descreveu como “completamente ilegítima” e “criminosa”. Outros dois policiais que participaram da abordagem foram indiciados. 

Protestos em Paraisópolis

Após a morte de Igor, manifestantes ocuparam a região da comunidade em protesto. Algumas vias locais foram bloqueadas com pneus e madeiras em chamas. Há relatos de que houve depredação de veículos e comércios locais

Cerca de 300 policiais militares da Tropa de Choque e equipes do Corpo de Bombeiro foram enviados para conter a manifestação. Segundo relatos, houve disparos dos agentes contra os moradores. 

A Polícia Militar informou que Bruno Leite, de 29 anos, também foi morto durante a repressão ao protesto. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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