O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) inicia sua agenda de 2026 com a realização do projeto CAU/RJ Favela, marcado para o dia 29 de janeiro, na comunidade da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense. A iniciativa tem como eixo o tema “Moradia digna é direito, não privilégio!” e propõe discutir políticas públicas de habitação e a atuação profissional em territórios populares.
As atividades ocorrem das 10h às 16h, na sede do Instituto Mundo Novo, e as inscrições devem ser realizadas em formulário on-line. A programação combina capacitação técnica e discussões políticas. O destaque da tarde é a oficina “Favela em Pauta”, uma parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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A atividade, que começa às 14h, propõe uma imersão nos critérios metodológicos que o Censo Demográfico de 2022 utilizou para identificar e caracterizar favelas e comunidades urbanas.
A condução da oficina fica a cargo de duas autoridades no tema: Letícia Giannella, gerente de Favelas e Comunidades Urbanas do IBGE, e Cláudio Stenner, copresidente do Grupo de Especialistas das Nações Unidas em Integração de Informações Estatísticas e Geoespaciais.
Habitação e políticas públicas
O evento também promove duas mesas de debate. A primeira, intitulada “Moradia como direito: políticas públicas e acesso à habitação”, discute o papel do Estado e da legislação. O painel reúne o presidente do CAU/RJ, Sydnei Menezes; a deputada estadual Renata Souza; e a ouvidora-geral da Defensoria Pública do RJ, Fabiana Silva. A mediação é de Bruna Simãozinho, do Instituto Mundo Novo.
A segunda mesa, “Construindo com dignidade: arquitetura social e soluções comunitárias”, foca a atuação prática dos profissionais no território. Participam a arquiteta e urbanista Larissa Paiva, diretora do Estúdio Habitar, e a assistente social Patrícia Lyra, do Centro de Cultura Popular da Baixada Fluminense. A mediação fica com Bianca Simãozinho, assistente social e fundadora do Instituto Mundo Novo.
A iniciativa, segundo a organização, representa um movimento do conselho profissional para aproximar a discussão técnica sobre arquitetura e urbanismo das realidades e demandas concretas das populações que vivem em assentamentos informais, ampliando o debate sobre o direito à cidade.