A Central Única das Favelas (Cufa) lançou, na quarta-feira (13), o Instituto de Pesquisa da Favela (IPF), que atuará como rede cooperativa dedicada à coleta e análise de informações sobre territórios periféricos.
Lançado no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o instituto visa reunir dados que auxiliem na formulação de políticas públicas e no desenvolvimento de projetos voltados às favelas.
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A iniciativa contará com pesquisadores residentes nas próprias comunidades, articulando conhecimento técnico e vivência local para aprofundar a produção de pesquisas.
Em entrevista à Agência Brasil, a entidade destacou que a proposta busca reduzir a distância entre as demandas da população periférica e as decisões tomadas pelos órgãos públicos.
Além de levantamentos sistemáticos, pesquisas de campo e parcerias com universidades e centros de estudo, o IPF também se propõe a atuar como um espaço de formação e capacitação de jovens lideranças comunitárias, para o fortalecimento das vozes das favelas nos processos decisórios.
A metodologia da iniciativa prevê que as pesquisas considerem as especificidades de cada território, evitando generalizações e assegurando que as soluções propostas sejam adequadas às realidades locais.
Durante o lançamento, a Cufa ressaltou que o instituto também funcionará como articulador entre diferentes comunidades, criando uma rede nacional de troca de experiências.