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Conselho indígena cobra justiça e investigação após assassinato de jovem liderança no Paraná

Everton Rodrigues, filho de cacique e liderança indígena, foi encontrado sem vida em um milharal no oeste do Paraná
A foto um homem indígena, no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.

A foto um homem indígena, no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.

— Reprodução/AFP

15 de julho de 2025

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) Regional Sul publicou, na última segunda-feira (15), uma nota expressando solidariedade aos familiares de Everton Rodrigues, liderança Avá-Guarani da aldeia Tekoha Yvyju Avary, no Paraná. 

O crime ocorreu no dia 12 de junho, em Guaíra (PR), cidade que faz fronteira com o Paraguai. O jovem, de 23 anos, era filho do cacique Bernardo Rodrigues e foi encontrado sem vida em meio a um milharal.

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De acordo com a CIMI, a vítima foi decapitada. Junto ao corpo, também foi encontrada uma carta com graves ameaças às comunidades indígenas e à Força Nacional de Segurança Pública.

No comunicado, o Conselho estendeu o apoio a toda a etnia Avá Guarani do oeste do território paranaense e cobrou investigação imediata e rigorosa para identificar e punir os responsáveis.

“É de extrema urgência que as autoridades competentes investiguem as ameaças contidas no bilhete encontrado junto ao corpo do jovem Avá-Guarani, que revelam novas intimidações, e implementem medidas eficazes para coibir tais atos”, declarou o CIMI.

A Polícia Federal (PF) informou que adotou as medidas necessárias para iniciar as primeiras diligências, que, inicialmente, ficarão a cargo da delegacia em Guaíra. 

Em nota à imprensa, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) classificou o assassinato como “bárbaro”. A pasta informou que acompanha o caso por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). 

“Reiteramos nosso compromisso em defender a vida, a dignidade e os direitos dos povos indígenas, certos de que nenhuma ameaça silenciará a luta ancestral por justiça e território”, diz trecho do comunicado.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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