O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) Regional Sul publicou, na última segunda-feira (15), uma nota expressando solidariedade aos familiares de Everton Rodrigues, liderança Avá-Guarani da aldeia Tekoha Yvyju Avary, no Paraná.
O crime ocorreu no dia 12 de junho, em Guaíra (PR), cidade que faz fronteira com o Paraguai. O jovem, de 23 anos, era filho do cacique Bernardo Rodrigues e foi encontrado sem vida em meio a um milharal.
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De acordo com a CIMI, a vítima foi decapitada. Junto ao corpo, também foi encontrada uma carta com graves ameaças às comunidades indígenas e à Força Nacional de Segurança Pública.
No comunicado, o Conselho estendeu o apoio a toda a etnia Avá Guarani do oeste do território paranaense e cobrou investigação imediata e rigorosa para identificar e punir os responsáveis.
“É de extrema urgência que as autoridades competentes investiguem as ameaças contidas no bilhete encontrado junto ao corpo do jovem Avá-Guarani, que revelam novas intimidações, e implementem medidas eficazes para coibir tais atos”, declarou o CIMI.
A Polícia Federal (PF) informou que adotou as medidas necessárias para iniciar as primeiras diligências, que, inicialmente, ficarão a cargo da delegacia em Guaíra.
Em nota à imprensa, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) classificou o assassinato como “bárbaro”. A pasta informou que acompanha o caso por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH).
“Reiteramos nosso compromisso em defender a vida, a dignidade e os direitos dos povos indígenas, certos de que nenhuma ameaça silenciará a luta ancestral por justiça e território”, diz trecho do comunicado.