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Desigualdades tornam pandemias mais prováveis e mais mortais

Relatório da ONU alerta para o risco de queda nos investimentos globais em saúde até o final de 2025
Uma mão segurando uma vacina contra a Covid-19.

Uma mão segurando uma vacina contra a Covid-19.

— Reprodução/Governo Federal

4 de novembro de 2025

Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta terça-feira (4), apontou que sociedades mais desiguais são mais vulneráveis a pandemias, e menos capazes de reagir de maneira eficaz quando ocorrem.

O levantamento “Quebrando o Ciclo da Pandemia da Desigualdade, Construindo Segurança da Saúde na Era Global” foi conduzido ao longo de dois anos e coordenado pelo Conselho Global sobre Desigualdade, Aids e Pandemias. 

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Na pesquisa, os especialistas indicam que a desigualdade social é tanto uma causa como uma consequência das pandemias. Os países com maiores índices de desigualdade registraram maiores percentuais de mortalidade e impactos econômicos elevados. 

Os pesquisadores indicam que é necessário eliminar os entraves financeiros que impossibilitam países em desenvolvimento de investir em saúde e proteção social, com ações de suspensão de pagamento de dívidas durante períodos de crise e mecanismos de financiamento de emergência. 

O estudo indica que, desde o início da pandemia de Covid-19, cerca de 165 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza extrema, enquanto a riqueza das classes mais ricas aumentou mais de 25%.

De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ajuda externa aos sistemas de saúde pode cair de 30% a 40% em 2025, comprometendo serviços essenciais para a prevenção de novas epidemias, como as campanhas de vacinação. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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