Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta terça-feira (4), apontou que sociedades mais desiguais são mais vulneráveis a pandemias, e menos capazes de reagir de maneira eficaz quando ocorrem.
O levantamento “Quebrando o Ciclo da Pandemia da Desigualdade, Construindo Segurança da Saúde na Era Global” foi conduzido ao longo de dois anos e coordenado pelo Conselho Global sobre Desigualdade, Aids e Pandemias.
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Na pesquisa, os especialistas indicam que a desigualdade social é tanto uma causa como uma consequência das pandemias. Os países com maiores índices de desigualdade registraram maiores percentuais de mortalidade e impactos econômicos elevados.
Os pesquisadores indicam que é necessário eliminar os entraves financeiros que impossibilitam países em desenvolvimento de investir em saúde e proteção social, com ações de suspensão de pagamento de dívidas durante períodos de crise e mecanismos de financiamento de emergência.
O estudo indica que, desde o início da pandemia de Covid-19, cerca de 165 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza extrema, enquanto a riqueza das classes mais ricas aumentou mais de 25%.
De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ajuda externa aos sistemas de saúde pode cair de 30% a 40% em 2025, comprometendo serviços essenciais para a prevenção de novas epidemias, como as campanhas de vacinação.