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Doenças infecciosas estão fora de controle em Gaza, alerta OMS

Na cidade de Gaza, apenas oito unidades de saúde funcionam atualmente e com atendimento parcial
Trabalhadores de necrotério descarregam os corpos de palestinos que estavam sob custódia israelense em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 15 de outubro de 2025.

Trabalhadores de necrotério descarregam os corpos de palestinos que estavam sob custódia israelense em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 15 de outubro de 2025.

— Omar Al-Qattaa/AFP

17 de outubro de 2025

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que as doenças infecciosas estão saindo de controle na Faixa de Gaza. De acordo com informações da Agence France-Presse (AFP), apenas 13 dos 36 hospitais do território palestino estão funcionando de forma parcial.

Segundo a diretora regional do órgão de saúde  das Nações Unidas, Hanan Balkhy,  há surtos de doenças como meningite, diarreia e infecções respiratórias se espalhando rapidamente entre a população.

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Desde o início da guerra, desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, as instalações de saúde em Gaza sofreram mais de 800 ataques, segundo dados das Nações Unidas. Mesmo após as recentes negociações de cessar-fogo, a situação nos hospitais continua crítica.

Dados da OMS indicam que, na cidade de Gaza, principal centro urbano do território, apenas oito unidades de saúde seguem em funcionamento parcial. 

A organização ressaltou que os hospitais enfrentam escassez extrema de profissionais de saúde, que trabalham sob condições precárias, lidando com a fome e a ofensiva militar israelense.

A Agência de Saúde da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, informou que quase 68 mil pessoas já morreram desde o início do conflito. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera esses números confiáveis.

Além disso, a OMS apontou que as necessidades de saúde mental mais do que dobraram entre os mais de 2 milhões de palestinos que vivem sob bombardeios constantes há quase dois anos. O estado de Israel ainda impôs severas restrições à saída de palestinos do enclave durante a guerra, tornando as evacuações médicas quase impossíveis.

Com informações da Agence France-Presse (AFP)

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  • Thayná Santana

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