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Encontro em Brasília debate contribuição histórica das mulheres negras por justiça racial

Evento busca incidir em políticas e articular práticas transformadoras no campo educacional e social, em consonância com os princípios do bem viver
Cida Bento, conselheira e cofundadora do CEERT.

Cida Bento, conselheira e cofundadora do CEERT.

— Divulgação/CEERT

22 de novembro de 2025

O Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) realizará em Brasília nesta segunda-feira (24), véspera da Marcha Nacional das Mulheres Negras, um encontro para refletir sobre o papel fundamental da mulher negra e reafirmar sua contribuição histórica na luta por justiça racial, social e ambiental.

O encontro intitulado “Diálogos Antirracistas CEERT 35 Anos: A Luta das Mulheres Negras e o Bem Viver – Região Centro-Oeste” será no Auditório do Instituto Federal de Brasília (IFB) e contará com mesas de debate, oficinas e atividades culturais.

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A edição regional com foco no Centro-Oeste faz parte da celebração dos 35 anos do CEEERT e busca incidir em políticas e articular práticas transformadoras no campo educacional e social, em consonância com os princípios do bem viver.

“O CEERT é um quilombo que estamos construindo dia a dia. Temos outra cosmovisão, estamos falando de um projeto de sociedade. Perpassamos todos os temas a partir da ótica antirracista, existindo e resistindo nos espaços de políticas púbicas para efetivação dos direitos da população negra. Pensar os 35 anos do CEERT é qualificar o debate a partir da ótica antirracista”, afirma Daniel Bento, diretor-executivo da organização, à Alma Preta.

A abertura do evento, às 9h, debaterá a relevância do curso “Gestão da educação para equidade racial”, promovido pelo CEERT, e da Política Nacional e Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), na promoção de políticas públicas voltadas à justiça social e à redução das desigualdades sociais e raciais nos contextos educacionais.

Entre os destaques da programação também está a oficina “Desvendando o manifesto econômico da marcha das mulheres negras”, com participação de Juliana Gonçalves, co-fundadora e integrante da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo e co-coordenadora da Comunicação da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver; e Bia Mendes Chaves, diretora-executiva do Instituto NoFront e consultora em desenvolvimento organizacional e facilitadora associada á PACTO – Organizações Regenerativas.

As inscrições para as atividades são gratuitas e estão disponíveis no site.

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  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

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