A Secretaria da Educação (Sedu) do Espírito Santo lançou o e-book “Professor Coordenador de Estratégias para Equidade Racial: Ações e Mediações”. A publicação, elaborada pela Gerência de Educação Antirracista, do Campo, Indígena e Quilombola (Geaciq), reúne práticas pedagógicas voltadas à promoção da equidade racial e ao enfrentamento do racismo nas escolas da Rede Estadual.
O material consolida experiências compartilhadas durante reunião de assessoramento pedagógico realizada em 2025, no Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane), no Centro de Vitória.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
O encontro reuniu professores coordenadores de estratégias para equidade racial, que apresentaram banners com suas iniciativas. O e-book documenta essas ações desenvolvidas ao longo do ano letivo.
Leia mais: Mesmo qualificadas, pessoas pretas ocupam menos cargos de gestão em escolas no Espírito Santo
Desconstrução do racismo estrutural
Segundo a Sedu, o conteúdo do e-book contribui para a desconstrução do racismo estrutural, o fortalecimento da Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e a promoção da equidade no contexto escolar.
As práticas também dialogam com a permanência dos estudantes na escola, o incentivo ao protagonismo de jovens negros e indígenas e a mitigação das desigualdades nas trajetórias educacionais.
A publicação integra o acervo da ação Geaciq Indica. Ela reúne iniciativas desenvolvidas pelos Professores Coordenadores de Estratégias para Equidade Racial (PCEERs).
Entre as atribuições desses profissionais está “propor e implementar, em articulação com a equipe escolar, estratégias pedagógicas focadas nos estudantes negros e indígenas que apresentarem defasagens na aprendizagem”.
A gerente da Geaciq, Aline de Freitas Dias, destacou o significado do material. “Na Educação das relações étnico-raciais aprendemos o tempo todo a sermos seres compartilhantes. Esse material é exatamente isso, um compartilhamento de intencionalidades pedagógicas cotidianas de combate ao racismo e de fortalecimento das identidades dos nossos estudantes.”
Leia mais: CONAQ denuncia descaso em escolas quilombolas no Espírito Santo