A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2, também conhecido como CNU 2) mostrou que o modelo pode ser promissor enquanto política inclusiva no acesso ao serviço público federal. Dos 3.649 aprovados, 40,5% ingressaram por meio das vagas reservadas para pessoas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência.
Os dados foram apresentados na terça-feira (17) pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
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O percentual representa um avanço em relação à primeira edição do concurso, quando 33,6% dos aprovados foram selecionados pelas cotas. Entre os aprovados nesta edição, 29,7% são pessoas negras, 2% indígenas, 1,2% quilombolas e 7,6% pessoas com deficiência.
“Essa segunda edição consolida o CPNU como uma política pública inclusiva a partir da qual estamos construindo um serviço público com a cara do Brasil”, afirmou em nota ministerial a ministra Esther Dweck.
Os dados mostram ainda aumento na participação de pessoas negras entre os candidatos. O percentual subiu de 18,8% no CPNU 1 para 27,7% no CPNU 2. Nas vagas reservadas por cotas, a participação entre os inscritos passou de 21,5% para 33,1%.
A ministra destacou que o avanço na diversidade já muda o perfil do serviço público.
“A ideia era trazer para dentro do serviço público brasileiro pessoas que representem toda a nossa diversidade, seja regional, seja étnico-racial, seja de gênero, e a gente tem isso como um resultado. Essa segunda edição continua nesse processo de aumentar a diversidade”, declarou.
Abrangência regional
O CPNU 2 aprovou pessoas de 578 municípios, de todos os estados do país. A região Nordeste apresentou crescimento na participação em relação à primeira edição, passando de 26% para 29,3% dos aprovados.
As provas foram aplicadas em 196 cidades, das 228 que sediaram o exame. Segundo o Ministério da Gestão, o modelo de concurso unificado permite que candidatos façam a prova perto de onde residem, democratizando o acesso ao serviço público federal.
O CPNU integra um conjunto de 50 medidas estruturantes adotadas nos últimos anos para reconstrução das capacidades estatais. Entre 2023 e março de 2026, 19.381 pessoas ingressaram no serviço público federal por meio do CPNU 1 e de outros concursos.
No mesmo período, 16.546 servidores se aposentaram. Para o período 2026-2030, a estimativa é de 70 mil aposentadorias.
Esther Dweck ressaltou que as contratações foram realizadas dentro dos limites fiscais.
“Todo esse processo de contratação e reestruturação de carreiras no Executivo federal foi conduzido dentro dos limites fiscais do governo, respeitando o arcabouço vigente. Entre 2023 e 2026, não houve aumento da despesa com pessoal como proporção do PIB, pelo contrário, há até uma leve redução”, afirmou a ministra.