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Mais de 40% dos aprovados no CNU 2 são negros, quilombolas, indígenas e PCDs

Segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado amplia diversidade no serviço público federal; Nordeste aumenta participação e aprovados vêm de 578 municípios de todos os estados
A imagem mostra um homem negro estudando, em destaque, e uma mulher negra atrás desfocada.

A imagem mostra um homem negro estudando, em destaque, e uma mulher negra atrás desfocada.

— Freepik/Reprodução

19 de março de 2026

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2, também conhecido como CNU 2) mostrou que o modelo pode ser promissor enquanto política inclusiva no acesso ao serviço público federal.  Dos 3.649 aprovados, 40,5% ingressaram por meio das vagas reservadas para pessoas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência. 

Os dados foram apresentados na terça-feira (17) pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

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O percentual representa um avanço em relação à primeira edição do concurso, quando 33,6% dos aprovados foram selecionados pelas cotas. Entre os aprovados nesta edição, 29,7% são pessoas negras, 2% indígenas, 1,2% quilombolas e 7,6% pessoas com deficiência.

“Essa segunda edição consolida o CPNU como uma política pública inclusiva a partir da qual estamos construindo um serviço público com a cara do Brasil”, afirmou em nota ministerial a ministra Esther Dweck.

Os dados mostram ainda aumento na participação de pessoas negras entre os candidatos. O percentual subiu de 18,8% no CPNU 1 para 27,7% no CPNU 2. Nas vagas reservadas por cotas, a participação entre os inscritos passou de 21,5% para 33,1%.

A ministra destacou que o avanço na diversidade já muda o perfil do serviço público. 

“A ideia era trazer para dentro do serviço público brasileiro pessoas que representem toda a nossa diversidade, seja regional, seja étnico-racial, seja de gênero, e a gente tem isso como um resultado. Essa segunda edição continua nesse processo de aumentar a diversidade”, declarou.

Abrangência regional

O CPNU 2 aprovou pessoas de 578 municípios, de todos os estados do país. A região Nordeste apresentou crescimento na participação em relação à primeira edição, passando de 26% para 29,3% dos aprovados.

As provas foram aplicadas em 196 cidades, das 228 que sediaram o exame. Segundo o Ministério da Gestão, o modelo de concurso unificado permite que candidatos façam a prova perto de onde residem, democratizando o acesso ao serviço público federal.

O CPNU integra um conjunto de 50 medidas estruturantes adotadas nos últimos anos para reconstrução das capacidades estatais. Entre 2023 e março de 2026, 19.381 pessoas ingressaram no serviço público federal por meio do CPNU 1 e de outros concursos. 

No mesmo período, 16.546 servidores se aposentaram. Para o período 2026-2030, a estimativa é de 70 mil aposentadorias.

Esther Dweck ressaltou que as contratações foram realizadas dentro dos limites fiscais. 

“Todo esse processo de contratação e reestruturação de carreiras no Executivo federal foi conduzido dentro dos limites fiscais do governo, respeitando o arcabouço vigente. Entre 2023 e 2026, não houve aumento da despesa com pessoal como proporção do PIB, pelo contrário, há até uma leve redução”, afirmou a ministra.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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