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Estudante de psicologia é condenada por fraudar cotas raciais

A Universidade Federal de Sergipe também foi condenada pela justiça
Campus Professor Antônio Garcia Filho da Universidade de Sergipe, na cidade de Lagarto.

Campus Professor Antônio Garcia Filho da Universidade de Sergipe, na cidade de Lagarto.

— Adilson Andrade/Ascom UFS

6 de junho de 2025

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) condenou uma estudante do curso de psicologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) por fraudar o sistema de cotas raciais. A instituição também foi condenada.

A decisão judicial  determina que a estudante deverá pagar uma multa equivalente ao valor da mensalidade de um curso privado de psicologia, multiplicado pelos meses em que ocupou irregularmente a vaga destinada aos cotistas, acrescidos de juros e correção monetária. Ela também deverá pagar uma indenização de R$ 5 mil por danos morais coletivos.

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De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação civil pública, a sentença não cancelou a matrícula da estudante porque, ao longo do processo, a denunciada solicitou o desligamento do curso.

O órgão destaca que, mesmo após receber mais de 180 denúncias de fraude em 2020, a UFS demorou a adotar as devidas providências. A falta de atuação da instituição teria permitido que diversos estudantes se beneficiassem indevidamente das cotas raciais nos cursos de graduação.

A Justiça Federal entendeu que a morosidade da Universidade Federal de Sergipe contribuiu para o problema. Como parte da sentença, a instituição deverá criar uma vaga adicional específica para candidatos cotistas pretos, pardos ou indígenas, no curso de psicologia.

“O MPF tem atuado em todo o país para proteger o sistema de cotas raciais, buscando responsabilizar não apenas os estudantes que cometem fraude, mas também as instituições que deixam de adotar medidas adequadas de controle e fiscalização”, declarou o órgão em nota.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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