Na próxima quinta-feira (19), os pais do jovem estudante de medicina morto pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP) em novembro de 2024 vão apelar à Organização das Nações Unidas (ONU) para que o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) seja responsabilizado.
Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, foi morto com um tiro à queima-roupa na escadaria de um hotel, na Vila Mariana. À época, a versão dada pelos policiais acusava a vítima de tentar desarmar o agente e resistir à abordagem com agressividade.
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No entanto, os registros das câmeras corporais utilizadas na abordagem mostram o policial militar Guilherme Augusto Macedo, autor do disparo que matou o jovem, perseguindo e encurralando a vítima antes de atingi-la na barriga. Mesmo com os registros, o pedido de prisão preventiva foi negado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), em janeiro deste ano.
A denúncia será apresentada em conjunto com a organização não governamental (ONG) Conectas Direitos Humanos. A apelação também pede que o Estado brasileiro seja responsabilizado pelas violações de direitos humanos decorrentes da violência policial no país.
Silvia Mônica Cardenas Prado e Julio Cesar Acosta Navarro, pais da vítima, apresentarão o documento durante a 59ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que ocorre até o dia 9 de julho em Genebra, na Suíça.
Além da punição dos policiais envolvidos, a solicitação pede que a ONU recomende ao Brasil uma série de medidas para a redução da letalidade policial, bem como a assistência às vítimas e seus familiares.