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Governo vai formar defensoras populares para combater violência de gênero

Iniciativa será lançada em São Paulo e integra o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio
Placa escrito “Machismo Mata” em manifestação do Dia Internacional da Mulher no Rio de Janeiro, em 8 de março de 2026.

Placa escrito “Machismo Mata” em manifestação do Dia Internacional da Mulher no Rio de Janeiro, em 8 de março de 2026.

— Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

10 de abril de 2026

O governo federal lança, neste sábado (11), em São Paulo, o projeto Defensoras Populares, voltado à formação de mulheres para a atuação no enfrentamento à violência de gênero e na promoção do acesso à justiça. 

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (SAJU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.

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O objetivo do Defensoras Populares é formar mulheres como lideranças comunitárias capazes de atuar como mediadoras entre suas comunidades e o sistema de Justiça, visando fomentar o empoderamento jurídico como ferramenta de prevenção no combate à violência de gênero.

Leia mais: Mulheres negras são 62,6% das vítimas de feminicídio no Brasil, aponta levantamento

A política pretende ampliar o acesso a direitos e estruturar respostas locais diante da violência de gênero, a partir da atuação direta de mulheres em seus territórios. 

O evento de lançamento será às 9h na Escola Nacional Paulo Freire, na Vila Brasílio Machado, com a presença de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal e estadual. 

Segundo o governo, a escolha da cidade de São Paulo como sede do lançamento é considerada estratégica. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indicam que a capital paulista registra mais de um feminicídio por semana, além de milhares de casos de violência doméstica notificados anualmente. 

Leia mais: Plataforma revela que 30% das vítimas de feminicídio já tinham denunciado agressor

O programa prevê a formação de novas turmas em diferentes estados, com implementação na Paraíba, em Minas Gerais, na Bahia, no Rio Grande do Norte, no Amazonas, no Espírito Santo, no Ceará e no Rio Grande do Sul.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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