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Ilú Obá De Min faz lavagem da rua 13 de Maio, em SP, para marcar ‘falsa abolição’

Cortejo ocorre há mais de 30 anos e transforma a data em um momento de reflexão sobre a presença histórica e cultural da população negra no centro
Mulheres em cortejo do bloco afro Ilú Obá De Min.

Mulheres em cortejo do bloco afro Ilú Obá De Min.

— Divulgação/Jorge Sato

12 de maio de 2026

Nesta quarta-feira (13), às 18h, o bloco afro Ilú Obá De Min ocupa as ruas do Bixiga para a tradicional Lavagem da Rua 13 de Maio. O ato político-cultural, realizado pelo coletivo de mulheres negras desde 2006, denuncia a “falsa abolição” da escravidão e reivindica a memória do território negro no centro de São Paulo. 

O cortejo, formado majoritariamente por mulheres negras, percorre a via lavando o asfalto e as consciências, transformando a data em um importante momento de reflexão e principalmente sobre as estratégias de sobrevivência da população negra e sua presença histórica e cultural no centro da cidade. 

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Essa tradição foi iniciada há mais de 30 anos pelo Ori Axé, sob a liderança de Kika de Bessen, guardiã fundamental da memória negra no Bixiga.

A Ilú Obá De Min dá continuidade a esse legado através do canto, do toque dos tambores e também por meio do uso simbólico da água de cheiro, uma vez que, as integrantes lavam o asfalto neste data, para reafirmar que o 13 de maio não é um dia de comemoração, mas de luta e denúncia contra o racismo estrutural.

A escolha da Rua 13 de Maio não é por acaso. O bairro, berço do samba e historicamente negro, é o cenário dessa retomada.

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