Um estudo de autoria de Veruska Prado, das professoras da Universidade de São Paulo (USP) e Rute Costa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indica que a maioria dos domicílios com maiores índices de insegurança alimentar são chefiados por mulheres negras, com 38,5% do total.
O livro “As faces da desigualdade: raça, sexo e alimentação no Brasil (2017-2023)” foi publicado no sábado (9) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa foi desenvolvida com a parceria da Rede de Informação e Ação pelo Direito de Alimentação (FIAN).
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
A publicação aponta que, em segundo lugar, estão as casas chefiadas por homens negros (28,9%), seguidas por mulheres brancas (22,2%) e, por último, os homens brancos (15,7%).
Leia mais: Mães negras sustentam lares, enfrentam desigualdades e acumulam jornadas invisibilizadas
As mulheres negras também aparecem como as mais afetadas pela insegurança alimentar em todas as regiões do país, com destaque para o Norte e Nordeste. Quase metade dos lares chefiados por elas vivenciava algum grau de insegurança alimentar.
“Os resultados mostram como as injustiças (re)produzidas na sociedade marcam, historicamente, a produção, a circulação, o acesso e o consumo de alimentos, afetando de forma mais intensa a vida de pessoas negras, mulheres e crianças, e daqueles(as) com mais baixa renda”, diz trecho da publicação.
Leia mais: Mães negras sustentam lares, enfrentam desigualdades e acumulam jornadas invisibilizadas