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Lares chefiados por mulheres negras sofrem mais insegurança alimentar

Pesquisa aponta que, em todas as regiões do país, quase metade dos domicílios liderados por mulheres negras enfrenta algum grau de insegurança alimentar
Uma pessoa segura um prato de comida.

Uma pessoa segura um prato de comida.

— Reprodução/Estevam Costa/Secom-PR

11 de maio de 2026

Um estudo de autoria de Veruska Prado, das professoras da Universidade de São Paulo (USP) e Rute Costa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indica que a maioria dos domicílios com maiores índices de insegurança alimentar são chefiados por mulheres negras, com 38,5% do total. 

O livro “As faces da desigualdade: raça, sexo e alimentação no Brasil (2017-2023)” foi publicado no sábado (9) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa foi desenvolvida com a parceria da Rede de Informação e Ação pelo Direito de Alimentação (FIAN). 

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A publicação aponta que, em segundo lugar, estão as casas chefiadas por homens negros (28,9%), seguidas por mulheres brancas (22,2%) e, por último, os homens brancos (15,7%). 

Leia mais: Mães negras sustentam lares, enfrentam desigualdades e acumulam jornadas invisibilizadas

As mulheres negras também aparecem como as mais afetadas pela insegurança alimentar em todas as regiões do país, com destaque para o Norte e Nordeste. Quase metade dos lares chefiados por elas vivenciava algum grau de insegurança alimentar. 

“Os resultados mostram como as injustiças (re)produzidas na sociedade marcam, historicamente, a produção, a circulação, o acesso e o consumo de alimentos, afetando de forma mais intensa a vida de pessoas negras, mulheres e crianças, e daqueles(as) com mais baixa renda”, diz trecho da publicação. 

Leia mais: Mães negras sustentam lares, enfrentam desigualdades e acumulam jornadas invisibilizadas

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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