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Julho das Pretas: roda de conversa reflete sobre estratégias de resistência

Atividade ocorrida em São Paulo faz parte das celebrações do 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha
Participantes do encontro “Resistência, Cuidado e Ancestralidade - Mulheres Negras da Diáspora à Marcha”, no Espaço Cultural Periferia, no centro de São Paulo, em 21 de julho de 2025.

Participantes do encontro “Resistência, Cuidado e Ancestralidade - Mulheres Negras da Diáspora à Marcha”, no Espaço Cultural Periferia, no centro de São Paulo, em 21 de julho de 2025.

— Edde Antunes/Ação Educativa

22 de julho de 2025

Na última segunda-feira (21), a organização Ação Educativa promoveu o encontro “Resistência, Cuidado e Ancestralidade – Mulheres Negras da Diáspora à Marcha”, no Espaço Cultural Periferia, no centro de São Paulo.

Voltado ao fortalecimento das redes de mulheres negras brasileiras e imigrantes, o evento propôs reflexões sobre estratégias de resistência e cuidado como ferramenta política e comunitária.

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As rodas de conversa contaram com a presença de representantes das organizações MUDE com Elas, Conselho Municipal dos Imigrantes, Capulanas Cia de Teatro Negro e Haiti Aqui. 

Além dos debates, a artista visual Mayara Amaral conduziu a oficina de Cartazes e Estéticas de Luta, que incentivou a criação coletiva de produções focadas em símbolos de resistência. 

“Ao promover essa atividade, reafirmamos a importância dos espaços de afeto e escuta como estratégia de resistência política e cuidado coletivo. Nossa luta não é só por sobrevivência, mas por pertencimento, reconhecimento e memória”, afirma Raquel Luanda, supervisora do Espaço Cultural Periferia no Centro, em nota à imprensa.

A iniciativa também presta apoio para a realização da 10ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que ocorre na próxima sexta-feira (25), às 17h, na Praça da República. 

O ato, gratuito e aberto ao público, ocorre anualmente no Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela.

“A Marcha das Mulheres Negras é um ato político de enfrentamento, memória e ancestralidade. Um espaço onde as vozes negras femininas se erguem não apenas para denunciar as violências estruturais, mas para afirmar a potência, a criatividade e a resistência das mulheres negras que constroem essa cidade todos os dias”, completa. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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